▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,14 (+0,4%)
▼ Dollar Index (DXY): ~104,6 pontos (-0,4%)
O mercado de divisas repercute a divulgação de dados mais brandos para inflação e vendas do varejos nos EUA, enquanto a mudança inesperada no comando da Petrobras na noite de ontem deve prejudicar o desempenho de ativos brasileiros.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de março (BC) – 09h00min.
• Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano de abril (BLS) – 09h30min.
• Vendas do varejo americano de abril (Census) – 09h30min.
• Índice de atividade manufatureira do Federal Reserve de New York de abril – 09h30min.
• Palestra do diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo – 09h35min.
• Palestra do vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve, Michael Barr – 11h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari – 13h00min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Palestra da membra do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Michelle Bowman – 16h20min.
Dados mais brandos nos EUA O dólar negociado no mercado interbancário operava em alta na manhã desta quarta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,14 (10h20min), na contramão do enfraquecimento global da moeda americana. O principal tema do dia é a divulgação de dados mais brandos para os EUA. Primeiramente, o CPI do mês de abril desacelerou suavemente ante março, passando de uma alta mensal de 0,4% tanto no índice geral quanto em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, para uma alta de 0,3% para ambos, em linha com a mediana das estimativas de analistas. Embora não possa ser considerado um crescimento pequeno, a queda ante o mês anterior diminui as preocupações de investidores de que a inflação nos EUA pode se tornar mais persistente e, assim, eleva a possibilidade de cortes de juros pelo Federal Reserve neste ano e contribui para o enfraquecimento do dólar. Essa leitura é reforçada pelos dados de venda de varejos, que se manteve estável (0,0%) em abril contra uma expectativa mediana de +0,4%. Adicionalmente, a alta de março foi revisada para baixo, de 0,7% para 0,6%, também reduzindo as preocupações de investidores de que a economia possa estar excessivamente aquecida para permitir uma estabilização de preços.
Troca de comando na Petrobrás Por outro lado, a notícia da saída inesperada de Jean Paul Prates da presidência da Petrobras prejudica o desempenho do real e mantém a taxa de câmbio em alta. Após meses de atritos públicos de Prates com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a saída do CEO é vista como uma interferência do governo federal na governança da empresa, buscando influenciar suas decisões de investimentos, preços de combustíveis e distribuição de dividendos. Assim, a percepção de riscos por investidores para ativos brasileiros se eleva, aumentando a exigência de prêmios de risco e afastando os fluxos de investimento financeiros internacionais. As ações da Petrobrás possuem papel relevante para a entrada de capital externo na bolsa brasileira e, portanto, podem afetar significativamente a cotação do dólar.





