▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,15 (-0,1%)
▼ Dollar Index (DXY): ~104,8 pontos (-0,2%)
Em dia de poucos indicadores, o mercado de divisas deve refletir palestra do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, após mudanças importantes na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) gerar incertezas sobre a trajetória da taxa básica de juros (Selic). Adicionalmente, investidores acompanham a divulgação de dado de confiança dos consumidores americanos em meio a receios de que a economia americana esteja excessivamente aquecida.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Estatísticas do Setor Externo de abril (BC) – 08h30min.
• Encomendas de bens duráveis nos EUA de abril (Census Bureau) – 09h30min.
• Palestra de membro do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Christopher Waller – 10h35min.
• Índice de confiança do consumidor nos EUA de maio (Universidade de Michigan) – 11h00min.
• Palestra do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – 14h00min.
Dia de poucos eventos O dólar negociado no mercado interbancário operava em baixa na manhã desta sexta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,15 (10h20min). Em função da agenda fraca, a taxa de câmbio deve oscilar entre margens estreitas mais uma vez, por ter poucos fatos para movimentar os mercados de ativos. Dentre os poucos destaques está a divulgação do Índice de Confiança do consumidor americano em maio, que pode indicar uma tendência para a evolução do consumo dentro do mês. Investidores estão mais receosos após a divulgação, ontem, da prévia do Índice Gerente de Compras (PMI) de maio para os Estados Unidos mais forte que o antecipado, particularmente no setor de serviços, o que reforçou receios entre investidores de que a atividade produtiva no país está excessivamente aquecida para permitir a moderação inflacionária no país, contribuindo para o fortalecimento da divisa americana.
Palestra do presidente do BC A palestra ministrada ao FGV por Roberto Campos Neto, presidente do BC, também pode repercutir nas cotações do real. Espera-se ouvir indícios sobre a o direcionamento da política monetária para as próximas decisões do Copom, visto que, na última reunião, a determinação para o nível de corte de juros foi dividida após seis decisões seguidas em unanimidade. Apesar de falas públicas amenizando a possibilidade de um desvio aos objetivos de atingimento da meta de inflação, a falta de concordância aumentou a incerteza sobre a trajetória da taxa Selic e aumentou a necessidade dos agentes do mercado financeiro por pistas sobre os próximos passos do BC. Adiciona-se a esse contexto, falas realizadas nesta quarta-feira (22) pelo ministro Fernando Haddad, da Fazenda, que enfatizou a importância da política monetária para o plano de desenvolvimento do governo federal.





