Câmbio abre a segunda em leve alta, cotado ao redor de R$ 5,50
Dólar deve refletir bom humor externo e boletim Focus
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,50 (+0,4%)
▲ Dollar Index (DXY): ~100,8 pontos (+0,1%)
Após uma sexta-feira de franco otimismo e apetite por riscos, o mercado de divisas deve continuar repercutindo o ambiente de negócios mais favorável a ativos arriscados. No Brasil, entretanto, a deterioração gradativa e persistente das expectativas inflacionárias no Boletim Focus pode manter expectativas de uma nova alta para a taxa básica de juros (Selic).
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Estatísticas do setor externo de julho (BC) – 08h30min.
• Palestra do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo – 10h00min.
• Índice de manufatura do Federal Reserve de Dallas de agosto – 11h30min.
• Palestra da presidente do Federal Reserve de San Francisco, Mary Daly – 15h00min.
• Balança comercial semanal (Secex) – 15h00min
Dia sem guia O dólar negociado no mercado interbancário apresentava leve tendência nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,50 (10h30min), em linha com o movimento externo. Na sexta-feira, o discurso largamente antecipado do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, ratificando que “chegou o momento de ajustar a política monetária” impulsionou globalmente o desempenho de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países emergentes, como o real. Nesta segunda-feira, na ausência de indicadores de peso, investidores se mantém otimistas com a possibilidade de cortes de juros, porém evitam modificar substancialmente suas posições. No Brasil, as projeções medianas do Boletim Focus para a inflação do país continuaram a se elevar, o que deve manter o Banco Central em posição “desconfortável” e sustentar apostas de que a taxa Selic possa ser elevada no curto prazo, inclusive na próxima decisão de juros, em setembro. A perspectiva de cortes de juros nos EUA e de manutenção de um nível mais elevado por mais tempo para os juros brasileiros melhoram o diferencial de juros nacionais contra demais economias e tende a contribuir na atração de investimentos estrangeiros, fortalecendo o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e StoneX cmdtyView.