Câmbio abre a quarta estável, cotado ao redor de R$ 5,47
Dólar deve refletir decisão de juros do Fed
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,47 (-0,3%)
▼ Dollar Index (DXY): ~100,7 pontos (-0,2%)
O mercado de divisas deve repercutir a decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) e suas sinalizações para a trajetória de juros no país nos próximos meses.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) nos EUA – 15h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell – 15h30min.
• Decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil – 18h30min.
Decisão do FOMC O dólar negociado no mercado interbancário alternava entre perdas e ganhos nas primeiras operações desta quarta-feira, quando era cotado em torno de R$ 5,47 (10h20min). O foco da sessão de hoje recai sobre a decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed), agendada para as 15h00min (horário de Brasília). Esta decisão deverá marcar a primeira redução da taxa de juros dos últimos quatro anos. Embora haja consenso entre os investidores de que o início do ciclo de afrouxamento monetário ocorrerá na reunião de hoje, persistem incertezas quanto à magnitude exata do corte, com as apostas oscilando entre 0,25 p.p. e 0,50 p.p. Apesar de indicadores recentes apontarem para uma desaceleração econômica gradual, o que sugeriria um "pouso suave" e justificaria um corte mais modesto de 0,25 pp, as expectativas majoritárias do mercado permanecem alinhadas com um corte de 0,50 p.p. Contudo, mais relevante do que a magnitude do corte, será a divulgação das estimativas econômicas dos membros do Federal Reserve, publicada trimestralmente em conjunto com a decisão. Este relatório inclui projeções sobre indicadores-chave, como o Produto Interno Bruto (PIB), inflação, desemprego e juros para os próximos três anos, sendo fundamental para o ajuste das expectativas dos investidores. Dentre os indicadores apresentados, a projeção da taxa de juros será particularmente observada, pois reflete as expectativas dos membros do Comitê sobre o futuro da política monetária. Caso o relatório sinalize uma postura do Fed em direção a cortes graduais, indicaria um cenário de estabilização inflacionária e de resiliência econômica, o que deve ampliar o apetite dos investidores por ativos de risco, ao mitigar os receios de uma recessão mais profunda. Por outro lado, se os dirigentes do Fed manifestarem a necessidade de cortes mais agressivos em um período mais curto, isso poderá levantar preocupações acerca de uma desaceleração econômica mais acentuada, o que penalizaria ativos de risco, como ações, commodities e moedas de mercados emergentes, como o real.
Decisão do Copom No Brasil, os investidores aguardam pela decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), divulgada após o fechamento do mercado, às 18h30min. Diferentemente do que acontece nos Estados Unidos, a maior parte das estimativas aponta para uma retomada da trajetória de aperto monetário, com um aumento de 0,25 p.p. na taxa básica de juros (Selic). Nas últimas três reuniões, o comitê optou por manter a Selic inalterada em 10,50% a.a., após iniciar um ciclo de redução em agosto de 2023, quando a taxa estava em 13,75% a.a. Contudo, nas últimas semanas, a percepção de risco inflacionário entre os investidores se intensificou, impulsionada por receios quanto à condução das políticas econômicas e por dados mais robustos para a atividade econômica e o mercado de trabalho no país. A expectativa de altas para a Selic ao mesmo tempo em que o Federal Reserve deve iniciar um ciclo de cortes de juros amplia a perspectiva de diferencial de juros brasileiro, o que torna os títulos domésticos mais rentáveis e contribui na atração de investimentos estrangeiros, fortalecendo o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS







