Câmbio abre a segunda em alta firme, cotado ao redor de R$ 5,56
Dólar deve refletir dados fiscais para o Brasil
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,56 (+0,7%)
▲ Dollar Index (DXY): ~100,9 pontos (+0,1%)
Em dia de agenda leve, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação do Relatório de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre, que surpreendeu ao reduzir o contingenciamento do Orçamento pelo governo federal e piorou a percepção de riscos fiscais no Brasil.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic – 09h00min.
• Prévia do Índice Gerente de Compras (PMI) de indústria, serviços e consolidado de setembro nos EUA (S&P Global) – 10h45min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee – 11h15min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari – 14h00min.
• Balança comercial semanal (Secex) –15h00min.
Revisão das contas públicas frustra investidores O dólar negociado no mercado interbancário apresentava firme tendência de elevação nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,56 (10h30min). Investidores reagiam negativamente à divulgação do Relatório de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre pelo governo federal na noite da sexta-feira, que surpreendeu ao reduzir o contingenciamento das despesas do Orçamento de 2024 de R$ 15 bilhões para R$ 13,3 bilhões – antes de sua publicação, a maior parte dos analistas antecipava uma elevação do bloqueio do Orçamento. De acordo com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, os ganhos de arrecadação superam o ritmo de crescimento de despesas obrigatórias e permitem a liberação adicional de recursos sem comprometer o cumprimento da meta fiscal do ano, projetando-se um déficit primário de R$ 28,3 bilhões, levemente abaixo do déficit máximo autorizado de R$ 28,8 bilhões (que representa 0,25% do Produto Interno Bruto estimado para o ano). Na visão de analistas, o desempenho do quarto bimestre se deu por fatores temporários e não deve se sustentar ao longo do ano, o que exigirá um bloqueio mais conservador por parte do Executivo no próximo relatório, em novembro. Dessa forma, ao optar por uma projeção mais otimista para as contas públicas e que corre sérios riscos de não se realizar, o Palácio do Planalto piora sua credibilidade frente ao agentes do mercado financeiro, sinaliza uma resistência em ajustar o nível de despesas federais e deve resultar na maior exigência de prêmios de riscos por investidores, o que prejudica a perspectiva de fluxos cambiais para o país e tende a enfraquecer o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





