Câmbio começa a terça em baixa, cotado ao redor de R$ 5,46
Dólar deve refletir ata do Copom e pacote de estímulos chinês
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,46 (-1,4%)
▼ Dollar Index (DXY): ~100,7 pontos (-0,2%)
O mercado de divisas deve repercutir a publicação da ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), bem como à divulgação de um pacote abrangente de estímulos pela China.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Ata da última decisão do Comitê de Política Monetária – Copom (BC) – 08h00min.
• Índice de confiança do consumidor americano de setembro (CB) – 11h00min.
• Índice de atividade manufatureira do Federal Reserve de Richmond de setembro – 11h00min.
Pacote de estímulos na China O dólar negociado no mercado interbancário apresentava firme tendência de queda nas primeiras operações desta terça-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,46 (10h30min), impulsionado pela divulgação do maior pacote de estímulos econômicos pela China desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020. Na noite de ontem, o Banco Central da China (PBoC) anunciou um conjunto de medidas monetárias para revigorar a economia do país, com cortes nas taxas referenciais de juros de um e de cinco anos, na taxa de juros para compromissos de recompra (reverse repo) de sete dias e na taxa de depósitos compulsórios, bem como na taxa de juros média para hipotecas. Embora analistas tenham mencionado a ausência de estímulos fiscais, e sua necessidade para recuperar a demanda interna no país, o pacote foi mais vultoso e abrangente que se antecipava e sinaliza a preocupação do governo chinês em sustentar o nível de crescimento após meses de resultados decepcionantes. Dessa forma, a maior expectativa para a expansão do país favorece o desempenho de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países exportadores de produtos primários, como o real.
Ata firme do Copom Contribui para o fortalecimento do real, também, a publicação da ata da decisão do Copom da quarta passada (18), que optou por não sinalizar sobre os próximos passos do Comitê, mas afirmou que há “uma deterioração [n]a composição da inflação” e que o Copom “julgou que o início do ciclo deveria ser gradual de forma a, por um lado, se beneficiar do acompanhamento diligente dos dados, ainda mais em contexto de incertezas, tanto nos cenários externo como doméstico, mas, por outro lado, permitir que os mecanismos de transmissão da política monetária que possibilitarão a convergência da inflação à meta já comecem a atuar”. O posicionamento firme do Banco Central, tanto no comunicado da semana passada como na ata de hoje, consolidou a expectativa de investidores de uma sequência de altas para a taxa básica de juros (Selic), o que amplia a perspectiva para o diferencial de juros brasileiro, especialmente por ocorrer junto a um ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve, o que favorece a atração de capitais externos e tende a fortalecer o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS






