Câmbio inicia a quarta em alta, cotado ao redor de R$ 5,47
Dólar deve refletir IPCA-15 de setembro
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,47 (+0,2%)
▲ Dollar Index (DXY): ~100,4 pontos (+0,1%)
O mercado de divisas deve repercutir ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de setembro, que surpreendeu ao desacelerar frente a agosto em meio a receios de esgotamento do processo de estabilização de preços no Brasil.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Estatísticas do setor externo de agosto (BC) – 08h30min.
• Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de setembro (IBGE) – 09h00min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Palestra do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 17h00min.
• Palestra da membra do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Adriana Kugler – 17h00min.
IPCA-15 benigno em setembro O dólar negociado no mercado interbancário alternava entre perdas e ganhos na manhã desta quarta-feira, quando era negociado ao redor de R$ 5,47 (09h50min), refletindo a leitura mais baixa que o esperado para o IPCA-15 de setembro. Enquanto a mediana das estimativas apontava para uma reaceleração do indicador, de 0,19% em agosto para 0,29% em setembro, ele recuou inesperadamente para 0,13% e apresentou uma composição bastante benigna, com alta de 0,13% nos itens monitorados, 0,15% nos preços de serviços e de 0,17% em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia. Tal resultado diminui preocupações de que a estabilização de preços no Brasil possa estar se esgotando, preocupações que são compartilhadas pelo Banco Central. Ontem, seu presidente, Roberto Campos Neto, havia afirmado que “a dinâmica de inflação ainda preocupa o Banco Central”, enquanto a ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) dizia que “os dados referentes à inflação sugerem uma deterioração da composição da inflação”. Embora o Copom também se preocupe com riscos inflacionários futuros, o resultado benigno do IPCA-15 pelo segundo mês consecutivo alivia preocupações de uma reaceleração inflacionária no presente e diminui a urgência de novas altas para a taxa básica de juros (Selic). Isto, por sua vez, diminui a expectativa de elevação dos juros no Brasil e reduz a atratividade de títulos domésticos, o que pode afastar capitais externos e atua para enfraquecer o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS






