Câmbio começa a sexta estável, cotado ao redor de R$ 5,44
Dólar deve refletir bom humor externo, PCE nos EUA e mercado de trabalho no Brasil
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,44 (0,0%)
▼ Dollar Index (DXY): ~100,3 pontos (-0,3%)
Em meio a um ambiente de negócios otimista por conta de estímulos econômicos chineses, o mercado de divisas deve repercutir à divulgação do Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de agosto dos EUA, que deve ajudar investidores a calibrarem suas expectativas para os juros americanos, bem como a dados para o mercado de trabalho brasileiro.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de setembro (FGV) – 08h00min.
• Estatísticas monetárias e de crédito de agosto (BC) – 08h30min.
• Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de agosto (IBGE) – 09h00min.
• Palestra do diretor de política econômica do Banco Central, Diogo Guillen – 09h15min.
• Palestra do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – 09h20min.
• Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de agosto dos EUA (BEA) – 09h30min.
• Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto (MTE) – 10h00min.
• Índice de confiança do consumidor americano de setembro (UMich) – 11h00min.
• Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 16h30min.
PCE suave em agosto O dólar negociado no mercado interbancário alternava entre perdas e ganhos nas primeiras operações desta sexta-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,44 (10h30min), em função de dados para a inflação americana. O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) cresceu um pouco menos que o esperado, passando de uma alta de 0,2% em julho para 0,1% em agosto tanto no indicador cheio quanto em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia. Adicionalmente, o aumento da renda pessoal passou de 0,3% em julho para 0,2% em agosto, enquanto a alta das despesas pessoais passou de 0,5% para 0,2% no mesmo intervalo. Estes dados contribuem com a percepção de que os preços nos EUA continuam se estabilizando e que o Federal Reserve possui espaço para novos cortes de juros mais agressivos, de 0,50 p.p., sem, necessariamente, sugerir um enfraquecimento muito rápido da demanda ou a possibilidade de uma desaceleração abrupta da economia. Desta forma, investidores reforçam suas apostas para uma queda rápida dos juros americanos, o que, por sua vez, prejudica a perspectiva de rentabilidade dos títulos denominados em dólar e tende a desvalorizar a moeda globalmente.
Medidas de inflação para os Estados Unidos (acumuladas em 12 meses)

Fonte: U.S. Bureau of Economic Analysis (BEA), U.S. Bureau of Labor Statistics (BLS), Federal Reserve Bank of St. Louis. Elaboração: StoneX.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS






