Câmbio abre a sexta em alta, cotado ao redor de R$ 5,63
Dólar deve refletir à inflação ao produtor nos Estados Unidos
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,63 (+0,8%)
= Dollar Index (DXY): ~102,9 pontos (0,0%)
Em dia de poucos indicadores, o mercado de divisas deve reagir à divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) referente ao mês de setembro nos Estados Unidos, após a publicação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) surpreender e aumentar mais que o esperado. Além disso, ao longo da sessão, pode-se observar uma postura de maior cautela dos investidores, em razão da expectativa em torno do anúncio de medidas de estímulo na China, previsto para este sábado (12).
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Pesquisa Mensal de Serviços de agosto (IBGE) – 09h00min.
• Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA de setembro (BLS) – 09h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Golsbee – 10h45min.
• Palestra da membra do conselho de governadores do Federal Reserve, Michelle Bowman – 10h45min.
• Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 16h30min.
Preços ao produtor se mantém estáveis nos EUA O dólar negociado no mercado interbancário apresenta tendência de elevação nas primeiras operações desta sexta-feira, sendo cotado em torno de R$ 5,63 (10h30min). Investidores repercutem a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos referente a setembro, que ficou abaixo das expectativas do mercado. O índice geral permaneceu estável, com variação mensal de 0,0%, frente a uma estimativa mediana de aumento de 0,1%. Já o núcleo do índice, que exclui componentes voláteis como energia e alimentos, registrou alta de 0,2%, em linha com as projeções. Esse resultado mais brando do PPI ocorre após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) na véspera, que surpreendeu ao revelar uma alta maior que o esperado para a inflação em setembro. Na sessão de ontem, o CPI impactou a percepção de risco dos investidores, ao elevar a incerteza sobre a desaceleração inflacionária nos EUA, reduzindo as apostas em um ciclo mais rápido de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed). Por sua vez, apesar de o PPI não ter o mesmo peso do CPI nas decisões de política monetária, ele influencia as expectativas de estabilização da inflação de forma indireta. Como mede os preços ao produtor, o PPI é considerado um indicativo relevante da inflação futura, uma vez que os aumentos nos custos de produção podem ser repassados aos consumidores. Além disso, o PPI, embora seja mais representativo para os bens industriais, também contempla alguns setores de serviços, fornecendo uma visão abrangente do cenário inflacionário antes da divulgação do Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal (PCE) no final do mês. Nesse contexto, o PPI contraria o movimento do CPI ao reduzir os receios de uma inflação prolongada, o que contribui para a expectativa de que as taxas de juros não se manterão elevadas por um período prolongado, reforçando o cenário de convergência da inflação com a meta do Fed. Essa perspectiva de um afrouxamento monetário mais rápido nos EUA tende a favorecer o diferencial de juros do Brasil, impulsionando a valorização do real.
Espera por estímulos chineses Vale ressaltar, também, que os mercados de ativos globais aguardam pela possibilidade de novos estímulos fiscais na China. Após as autoridades chinesas frustrarem as expectativas de investidores na terça-feira (08) ao não mencionarem a previsão ou a necessidade de medidas de impulso fiscal no encerramento da conferência da Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional, na quarta (09) o ministro das Finanças convocou uma coletiva de imprensa para este sábado (12), elevando as esperanças de que será anunciado um novo pacote de medidas de estímulo econômico. Na ausência de detalhes sobre o que pode ser comunicado amanhã, investidores se mantêm em compasso de espera, e a reação à coletiva de imprensa deve ser observada na próxima segunda-feira (14).
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





