Câmbio abre a segunda em alta, cotado ao redor de R$ 5,62
Dólar deve refletir ao pessimismo com economia chinesa
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,62 (+0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): ~103,2 pontos (+0,3%)
Em dia de poucos indicadores, o mercado de divisas deve reagir à divulgação de dados econômicos enfraquecidos para a economia chinesa e à frustração de investidores ao anúncio vago de estímulos econômicos pelo Ministério das Finanças do país.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Relatório Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de agosto (BC) – 09h00min.
• Palestra do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 09h00min.
• Palestra do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo – 09h45min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari – 10h00min.
• Balança comercial semanal (Secex) – 15h00min.
• Palestra do membro do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Christopher Waller – 16h00min e 18h00min.
Frustração com anúncio de estímulos chineses O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de elevação nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,62 (10h30min). A liquidez da sessão pode ser mais baixa por conta de feriado nos EUA de Dia de Colombo, em que não há pregão para títulos do tesouro americano (“treasuries”), porém há nas bolsas de valores e no mercado de câmbio. O dia é de fortalecimento global do dólar após investidores se frustrarem com a entrevista coletiva de sábado (12) do ministro das Finanças chinês, Lan Foan, que prometeu “aumentar significativamente” o endividamento público para sustentar o nível de gastos dos governos locais, para subsidiar famílias de baixa renda, reforçar o nível de capital de bancos públicos e estimular o mercado imobiliário. Entretanto, o ministro não detalhou o montante a ser investido nem ofereceu um cronograma para a implantação dessas ações, o que decepcionou os agentes de mercado que esperavam o anúncio de medidas vultosas de impulso fiscal para o país a fim de revigorar a economia chinesa. Esta frustração deve reforçar uma interpretação de que o país terá dificuldades de atingir a meta oficial de crescimento de 5% para 2024, o que, por sua vez, prejudica o desempenho de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países emergentes, como o real.
Desaceleração da economia chinesa Da mesma forma, contribui para o enfraquecimento do real a divulgação de dados piores que o esperado para inflação e balança comercial chinesa em setembro, agravando as expectativas de investidores para o desempenho econômico chinês. O crescimento anual das exportações, recuou de 8,7% em agosto para 2,4% em setembro, bem abaixo da estimativa mediana de 6,0% de analistas, enquanto a expansão anual das importações caiu de 0,5% em agosto para apenas 0,3% em setembro, também abaixo da projeção mediana de 0,9%. As vendas externas, particularmente de produtos industriais ligados a segmentos de inteligência artificial e de veículos elétricos, era um dos poucos destaques do ano, e seu arrefecimento pode sinalizar uma postura cautelosa de compradores de países que anunciaram, ou estudam anunciar, a implantação de barreiras comerciais a alguns produtos chineses, como EUA, Canadá e União Europeia. Da mesma forma, a desaceleração das importações sugere a fraqueza da demanda doméstica e também aponta para a possibilidade de exportações ainda mais fracas no futuro, visto que cerca de um terço das compras externas do país são para componentes destinados a produtos exportados. No mesmo sentido, o recuo do aumento anual do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de 0,6% em agosto para 0,4% em setembro, abaixo da estimativa mediana de 0,6%, e da deflação anual do Índice de Preços ao Produtor (PPI) de 1,8% para 2,8% no mesmo período, abaixo da estimativa mediana de 2,5%, aponta para dificuldades de geração de vendas pelas empresas da China, em especial as de produtos industrializados. A perda de dinamismo da atividade produtiva chinesa agrava o pessimismo de investidores com o país e prejudica o desempenho de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países exportadores de produtos primários, como o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





