Câmbio inicia a quarta em alta, cotado ao redor de R$ 5,69
Em dia de agenda vazia, dólar deve acompanhar questão fiscal brasileira e eleições americanas
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,69 (+0,6%)
= Dollar Index (DXY): ~103,2 pontos (0,0%)
Em dia sem indicadores e eventos de maior relevância, o mercado de divisas deve monitorar as discussões sobre política fiscal brasileira, o ambiente eleitoral americano e a temporada de divulgação de balanços corporativos nos EUA.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Preços de produtos exportados e importados nos EUA de setembro (BLS) – 09h30min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
Revisão de gastos no Brasil O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de alta nas primeiras operações desta quarta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,69 (10h20min). A falta de direcionadores claros para a sessão de hoje, sem indicadores econômicos ou eventos de maior relevância, deve contribuir para que o dia seja de poucos gatilhos para o mercado cambial. Contudo, vale considerar a continuidade dos movimentos observados ao longo da semana, os quais têm influenciado a percepção de risco por parte dos investidores, tanto domésticos quanto internacionais. No Brasil, investidores devem seguir repercutindo a condução da política fiscal brasileira, especialmente após as falas de ontem (15) da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que voltaram a sugerir uma revisão estrutural das despesas do governo. Em sua fala, a ministra prevê a conclusão das discussões sobre as medidas após o segundo turno das eleições municipais, no fim deste mês, e que "a ideia é colocar o máximo possível de medidas ainda este ano dentro daquilo que a gente saiba que é possível votar ou começar a discussão". A deterioração da percepção de risco por parte dos investidores em relação à política fiscal brasileira tem intensificado as depreciações do real nos últimos meses, posicionando essas notícias como fatores que contribuem para a diminuição da exigência de prêmios de risco associados à moeda nacional.
Trump defende tarifas de importação No cenário externo, deve continuar a impactar a percepção de risco dos investidores as declarações realizadas ontem pelo candidato à presidência americana, Donald Trump, ao voltar a defender um aumento drástico nas tarifas sobre produtos importados nos EUA. Mais especificamente, o candidato deu novos indícios de que, caso eleito, deve aplicar uma tarifa de importação de 60% sobre produtos chineses e de 10% sobre os demais países do mundo. A defesa de sobretaxas pelo candidato republicano, a três semanas de uma disputa muito acirrada pela presidência americana, prejudica o desempenho de moedas de economias emergentes, em especial as latino-americanas.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





