Câmbio abre a quinta em alta, cotado ao redor de R$ 5,68
Dólar deve refletir dados para o varejo americano e decisão do BCE
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,68 (+0,3%)
▲ Dollar Index (DXY): ~103,7 pontos (+0,2%)
Em dia de agenda carregada, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados para o varejo americano em setembro, assim como a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Entrevista do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – 08h00min.
• Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de outubro (FGV) – 08h00min.
• Decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) – 09h15min.
• Vendas no varejo dos EUA de setembro (Census Bureau) – 09h30min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 09h30min.
• Palestra da Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde – 09h45min.
• Produção industrial dos EUA em setembro (Federal Reserve) – 10h15min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee – 12h00min.
• Produção industrial na China de setembro (NBS) – 23h00min.
• Vendas no varejo da China de setembro (NBS) – 23h00min.
• Produto Interno Bruto da China do 3º Trimestre de 2024 (NBS) – 23h00min.
Crescimento do varejo americano O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de alta nas primeiras operações desta quinta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,68 (10h40min). Durante a sessão, o comportamento dos ativos globais deve refletir sobretudo as divulgações de indicadores de atividade econômica nos EUA, que devem auxiliar os investidores a calibrarem suas expectativas para a direção da política monetária no país. Nesse âmbito, o dado mais importante de hoje deve ser o de vendas do varejo americano referente a setembro, que avançou em 0,4% frente ao mês anterior, acima da expectativa mediana de 0,3%. O dado deve ser interpretado como importante evidência de que a economia americana não demonstra sinais claros de recessão, afastando os temores de uma desaceleração econômica mais rápida no país, o que forçaria o Federal Reserve a diminuir os juros mais rapidamente. Em contraste, este número mostra que a demanda de consumidores permanece resiliente no país e reforça a ideia de um "pouso suave" para a economia americana. Por outro lado, a divulgação dos dados de produção industrial de setembro, que mostraram desaceleração de 0,3% ante estimativa mediana de recuo de 0,1%, adicionam incertezas com relação à avaliação da atividade produtiva no país. Embora estas divulgações devam ter impacto limitado na política de juros do Federal Reserve (Fed), a leitura de que a economia se manteve aquecida em setembro contribui para diminuir apostas de cortes de juros pelo Fed e contribui no fortalecimento global do dólar.
BCE corta juros Mais cedo, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou a redução de sua taxa básica de juros em 0,25 p.p., de 3,50% a.a. para 3,25% a.a. A decisão reflete a progressiva estabilização de preços e os indícios recentes de enfraquecimento da atividade produtiva no bloco econômico, a exemplo dos Índices de Gerentes de Compras (PMI) de setembro. Com relação à postura futura do BCE, apesar de investidores anteciparem uma sequência de cortes de juros, a instituição manteve sua postura flexível, informando que vai decidir a cada encontro em função dos dados econômicos mais recentes. Ainda assim, a perspectiva de juros decrescentes na Europa em um momento em que há dúvidas sobre a velocidade de cortes pelo Federal Reserve deve prejudicar o desempenho da moeda europeia e indiretamente fortalecer o dólar no mercado internacional.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





