Câmbio abre a segunda em alta, cotado ao redor de R$ 5,72
Dólar deve refletir estímulos chineses e Focus
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,72 (+0,3%)
▲ Dollar Index (DXY): ~103,6 pontos (+0,1%)
Em dia de agenda mais leve, o mercado de divisas deve repercutir cortes de juros realizados pelo Banco Central da China (PBoC) e a piora das expectativas inflacionárias no boletim Focus desta semana.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Relatório Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Palestra da presidente do Federal Reserve de Dallas, Lorie Logan – 09h55min.
• Palestra do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – 10h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari – 14h00min.
• Balança comercial semanal (Secex) – 15h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Kansas City, Jeffrey Schmid – 18h05min.
Piora das estimativas do Focus O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de elevação nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,73 (10h30min), refletindo a piora das expectativas inflacionárias no boletim Focus desta semana. A mediana das projeções das instituições financeiras para o IPCA em 2024 subiu de 4,39%, há uma semana, para 4,50% e de 3,96% para 3,99% em 2025 no mesmo intervalo. A expectativa mediana para a taxa básica de juros (Selic) em 2025 também aumentou de 11,00% a.a. para 11,25% a.a. O pessimismo dos agentes do mercado financeiro em relação à condução da política fiscal brasileira, com receios de que a dívida pública continuará aumentando, resulta em um novo estresse para os ativos brasileiros, com elevação persistente das expectativas inflacionárias, dos rendimentos dos contratos de juros DI e da taxa de câmbio, que voltou a se situar acima do patamar de R$ 5,70 por dólar.
PBoC corta juros A enfraquecimento do real ocorre mesmo diante de uma elevação dos preços internacionais de commodities importantes, como o petróleo e o minério de ferro, impulsionados pela decisão do Banco Central da China de reduzir suas taxas básicas de juros, de 3,35% para 3,10% na taxa de um ano e de 3,85% para 3,60% na taxa de cinco anos. Estas reduções eram esperadas desde 24 de setembro, dia em que o PBoC cortou a taxa de depósitos compulsórios e a taxa de juros para compromissos de recompra (reverse repo) de sete dias e comunicou que cortaria em breve as taxas referenciais de juros de um e de cinco anos. Embora os estímulos monetários tenham impulsionado levemente o desempenho de ativos arriscados, como commodities, investidores permanecem pessimistas em relação à capacidade dessas medidas acelerarem o crescimento chinês sem a adoção de estímulos fiscais.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




