Câmbio abre a segunda estável, cotado ao redor de R$ 5,69
Dólar deve refletir recuo do petróleo e expectativa por corte de gastos
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,69 (-0,3%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 104,2 pontos (-0,2%)
Em dia de agenda leve, o mercado de divisas deve repercutir a queda dos preços internacionais do petróleo após o ataque de Israel ao Irã ser considerado limitado. Adicionalmente, investidores repercutem a divulgação do boletim Focus semanal enquanto aguardam por novos detalhes sobre as medidas de contenção de despesas planejadas pelo governo federal.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
Recuo do petróleo Em dia de poucos eventos, o dólar negociado no mercado interbancário alternava entre perdas e ganhos nas primeiras negociações desta segunda-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,69 (10h00min). Os mercados de ativos globais refletiam nesta manhã o forte recuo dos preços internacionais de petróleo, de aproximadamente 6%, após o ataque retaliatório de Israel a Irã durante o fim de semana. Conforme o Diário de Petróleo desta manhã, havia elevado receio nas últimas semanas em relação à esperada retaliação israelense, e a ofensiva foi considerada mais limitada e desenhada para evitar um agravamento do conflito. Com isso, houve certo alívio entre investidores e redução da percepção de riscos geopolíticos, derrubando os preços do óleo bruto ao menor patamar em um mês, o que, por sua vez, pode prejudicar o desempenho de moedas de países exportadores da commodity, como o real.
À espera de medidas fiscais no Brasil Adicionalmente, agentes do mercado financeiro aguardam por mais informações a respeito do plano de corte de gastos públicos do governo federal, prometido para depois do segundo turno das eleições municipais. Nas últimas semanas, um forte pessimismo e ceticismo entre investidores sobre a condução da política fiscal brasileira resultou em um sensível aumento na exigência de prêmios de risco, penalizando o desempenho de ativos brasileiros, como a taxa de câmbio e os contratos futuros de juros. Nesse sentido, a revisão das estimativas do boletim Focus desta segunda-feira piora esse cenário, ao mostrar que a projeção mediana das instituições financeiras espera que o IPCA encerre 2024 em 4,55%, acima do limite de tolerância da meta de inflação, de 4,50%.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS






