Câmbio começa a terça em alta, cotado ao redor de R$ 5,72
Dólar deve refletir dados para o mercado de trabalho americano e receios fiscais no Brasil
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,72 (+0,2%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 104,6 pontos (+0,4%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação do JOLTS americano de setembro, buscando calibrar expectativas para a trajetória dos juros do país. Adicionalmente, investidores monitoram a percepção de riscos fiscais no Brasil e as declarações recentes sobre o tema pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Estatísticas do setor externo de setembro (BC) – 08h30min.
• Pesquisa de abertura de vagas e turnovers (JOLTS) de setembro dos EUA (BLS) – 11h00min.
• Índice de confiança do consumidor americano de outubro (CB) – 11h00min.
• Índice de serviços do Federal Reserve de Dallas de outubro – 11h30min.
• Balança comercial semanal (Secex) – 15h00min.
À espera do JOLTS O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de elevação nas primeiras operações desta terça-feira, quando era cotado ao redor de R$ 5,72 (10h05min), em linha com o movimento externo de fortalecimento da moeda americana. No exterior, investidores aguardam pela divulgação do JOLTS de setembro, que deve completar a leitura para o mercado de trabalho americano. Espera-se que o número de vagas de trabalho em aberto mantenha sua tendência de queda gradual, recuando para pouco menos de oito milhões. Por outro lado, espera-se que o número de demissões permaneça estável, ao redor de três milhões. Estes números reforçariam a percepção de que o mercado de trabalho americano desacelera em um ritmo suave, com diminuição das contratações, porém se mantém resiliente e saudável, sem aceleração das demissões. Isto, por sua vez, deve reforçar a leitura de que não há urgência para o Federal Reserve reduzir seus juros, o que favorece o rendimento de títulos denominados em dólar e contribui para o fortalecimento da moeda americana.
À espera de medidas fiscais no Brasil Adicionalmente, agentes do mercado financeiro aguardam por mais informações a respeito do plano de corte de gastos públicos do governo federal, prometido para depois do segundo turno das eleições municipais. Nas últimas semanas, um forte pessimismo e ceticismo entre investidores sobre a condução da política fiscal brasileira resultou em um sensível aumento na exigência de prêmios de risco, penalizando o desempenho de ativos brasileiros, como a taxa de câmbio e os contratos futuros de juros. Nesta manhã, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que “as expectativas de inflação bastante desancoradas, tanto na parte das pesquisas de inflação quanto na parte do mercado, isso preocupa muito o Banco Central” e que o resultado primário brasileiro está na média dos outros emergentes, mas que o Brasil tem uma exigência de prêmios de risco maior que a média.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




