Câmbio abre a sexta estável, refletindo expectativa pelo “payroll” americano
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,01 (0,0%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 105,8 pontos (+0,1%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação do relatório de emprego (“payroll“) nos EUA, buscando calibrar as apostas para a trajetória dos juros americanos. No Brasil, investidores monitoram notícias sobre o pacote de corte de gastos em um ambiente de percepção de riscos fiscais mais elevados.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Relatório de Poupança de novembro (BC) – 09h00min.
• Relatório da Situação do Emprego americano de novembro (BLS) – 10h30min.
• Palestra da membra do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Michelle Bowman – 11h15min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee – 12h30min.
• Palestra da presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack – 14h00min.
• Palestra da presidente do Federal Reserve de San Francisco, Mary Daly – 15h00min.
• Posição dos agentes de mercado (CFTC) – 17h30min.
Expectativa pelo “payroll” O dólar negociado no mercado interbancário alternava entre perdas e ganhos nas primeiras operações desta sexta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 6,00 (10h15min). O principal indicador da sessão deve ser o relatório de emprego ("payroll") nos EUA, primeiro indicador econômico importante relativo a novembro. A expectativa é de um resultado mais robusto em relação ao mês anterior, com aceleração significativa na criação de novas vagas. Em outubro, os números foram impactados negativamente pelos furacões Milton e Helene, além das licenças coletivas não remuneradas ("furlough") de funcionários da Boeing, decorrentes de negociações sindicais. Para novembro, as principais estimativas do mercado apontam para a criação líquida de aproximadamente 200 mil novas vagas, um avanço expressivo frente às apenas 12 mil registradas em outubro. É importante destacar, entretanto, que a taxa de resposta das empresas à pesquisa de outubro foi excepcionalmente baixa (47,4%), atingindo o menor patamar desde janeiro de 1991 (42,6%). Esse fator deve resultar em revisões nos números para esse mês. Apesar da expectativa de melhora na geração de empregos e do desempenho mais forte em relação ao mês passado, projeta-se também um leve aumento na taxa de desemprego, que deve passar de 4,1% para 4,2%. Se confirmadas, essas leituras devem reforçar a ideia de que o mercado de trabalho no país segue um processo gradual de desaceleração, mas que deve seguir sendo monitorado pelo Federal Reserve em seu esforço de atingir um patamar de neutralidade inflacionária. Os números de novembro devem ser especialmente observados pelo órgão tendo em vista o recente ruído com relação aos indicadores de emprego, podendo assumir relevância destacada na próxima decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) no dia 18/12.
Urgência para pacote fiscal No Brasil, os investidores devem continuar atentos às movimentações relacionadas ao pacote fiscal anunciado pela equipe econômica do governo federal no final do mês passado. Após a aprovação do regime de urgência para duas propostas do pacote ontem, a Câmara dos Deputados deve agora definir os responsáveis pela relatoria dos textos. Embora ainda não haja uma decisão oficial, espera-se que essa definição ocorra ao longo da próxima semana, em meio a esforços para que as propostas sejam votadas o mais rápido possível. Apesar dos avanços no Congresso visando acelerar o processo, persiste uma percepção de risco quanto à aceitação mais ampla das medidas entre os parlamentares. Para a aprovação do regime de urgência, eram necessários ao menos 257 votos, e o requerimento foi aprovado por uma margem apertada de 260 votos a favor e 98 contrários. Além disso, o calendário apertado limita o tempo hábil para que as medidas avancem significativamente ainda este ano, considerando o início do recesso parlamentar em 23 de dezembro e seu término apenas em fevereiro do próximo ano.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





