Câmbio abre a segunda em queda, refletindo boletim Focus
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,04 (-0,6%)
= Dollar Index (DXY): ~ 106,0 pontos (0,0%)
Em dia de agenda mais leve, o mercado de divisas deve repercutir a divulgação do boletim Focus desta semana, que aponta piora nas projeções para inflação, câmbio e juros até 2027.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Balança comercial semanal (Secex) – 15h00min.
Piora das expectativas brasileiras O dólar negociado no mercado interbancário apresentava tendência de baixa nas primeiras operações desta segunda-feira, quando era cotado ao redor de R$ 6,04 (10h10min), refletindo a expectativa por uma sequência de altas mais firmes para a taxa básica de juros (Selic). O boletim Focus desta segunda mostrou uma piora nas projeções macroeconômicas brasileiras, com elevação das expectativas inflacionárias e valores mais altos para a taxa de câmbio do real. Adicionalmente, por conta desse cenário mais pessimista para inflação e câmbio, também se espera um ciclo de aperto monetário mais rígido para o país. A mediana das estimativas aponta para dois aumentos de 0,75 p.p. seguidos de outros dois de 0,50 p.p. pelo Comitê de Política Monetária (Copom), levando a Selic a 13,75% a.a. em seu ponto mais elevado. Essa perspectiva de juros mais altos por mais tempo no Brasil, por sua vez, amplia a expectativa para o diferencial de juros brasileiro, o que torna os títulos domésticos mais rentáveis e contribui na atração de investimentos estrangeiros, fortalecendo o real.
Desaceleração chinesa Vale mencionar, também, que investidores reagem a novos dados chineses que reforçam a leitura de que a economia do país está desacelerando. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) diminuiu sua alta anual de 0,3% em outubro para 0,2% em novembro, enquanto o Índice de Preços ao Produtor (PPI) aprofundou sua deflação anual 0,3% para 0,6% no mesmo intervalo. Estes números sugerem que a demanda interna do país continua se enfraquecendo mesmo depois das medidas de estímulos monetários adotadas desde setembro e que o crescimento das vendas externas tem sido impulsionada por cortes de preços dos produtores, o que prejudica sua rentabilidade. Com isso, deve haver piora das expectativas de investidores para o crescimento econômico chinês, o que reduzi as perspectivas para o crescimento da demanda de commodities pela segunda maior economia global e tende a prejudicar o desempenho de moedas de países exportadores de produtos primários, tal como o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





