Câmbio inicia a sexta em alta, refletindo “prévia do PIB” e noticiário de Brasília
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,99 (-0,4%)
= Dollar Index (DXY): ~ 106,9 pontos (0,0%)
Em dia de agenda leve, o mercado de divisas deve repercutir à divulgação do IBC-Br de outubro enquanto investidores acompanham notícias sobre a tramitação do pacote de medidas econômicas do governo no Congresso Nacional.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de outubro (BC) – 09h00min.
IBC-Br acima das estimativas Após abrir as operações em baixa, o dólar no negociado no mercado interbancário inverteu sua tendência para alta na manhã desta sexta-feira, quando era cotado ao redor de R$ 6,04 (10h00min.). No Brasil, o destaque econômico do dia é a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) referente a outubro, que registrou avanço de 0,10% em relação ao mês anterior. O número saiu acima da mediana das estimativas, que projetava um recuo de 0,20% para o indicador. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o IBC-Br teve alta de 7,3%, enquanto no acumulado em 12 meses avança 3,4%. Conhecido como uma "prévia do PIB", o IBC-Br tem a função de antecipar mensalmente o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), que é divulgado apenas trimestralmente. Nesse âmbito, funciona como termômetro importante da atividade econômica no país e auxilia o Banco Central na condução de sua política monetária. O avanço acima do antecipado para o indicador deve reforçar a percepção de que a economia brasileira permanece resiliente, o que eleva as percepções de riscos inflacionários. Com isso, aumenta as apostas de um aperto monetário mais rígido para os próximos meses, o que pode favorecer a expectativa de rentabilidade de títulos domésticos e contribuir para a atração de investimentos estrangeiros, fortalecendo o real.
Pacote fiscal Adicionalmente, investidores acompanham notícias a respeito da tramitação do pacote de medidas de corte de gastos do governo junto ao Congresso, em meio a preocupações de que não haverá tempo hábil para sua aprovação antes do recesso parlamentar, após o final da próxima semana. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou hoje a jornalistas que é “perfeitamente possível” a aprovação do pacote fiscal na Câmara dos Deputados e no Senado Federal antes de 20 de dezembro, enquanto o Palácio do Planalto liberou o pagamento de cerca de R$ 1,8 bilhão em emendas parlamentares para ajudar na aprovação de temas estratégicos. Contudo, reportagens de imprensa afirmam que o governo desistiu de votar duas medidas do pacote nesta sexta na Câmara por temores de derrota no Plenário. Congressistas estão insatisfeitos com decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, ratificada unanimemente pelos demais ministros, que bloqueou em agosto a liberação de dinheiro para as emendas e as liberou no começo do mês com ressalvas. Os parlamentares atribuem as decisões do Judiciário a uma articulação do Executivo, o que dificultou a aprovação de projetos do governo em ambas as Casas.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





