Dólar avança na antevéspera do Natal, acompanhando movimento no exterior
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,16 (+1,5%)
▼ Dollar Index (DXY): ~108,2 pontos (+0,3%)
Nesta segunda-feira (23), em que se espera menor volume de negociações devido à proximidade das festividades natalinas, o dólar negociado no mercado interbancário operava em alta na abertura da sessão. No Brasil, o destaque do dia é a divulgação do Boletim Focus, que sinalizou uma nova deterioração nas expectativas dos agentes de mercado, com aumentos nas projeções para a taxa de juros, câmbio e inflação até 2027. A questão fiscal também permanece no centro das atenções, com os investidores repercutindo os desdobramentos da última semana, marcada pela tramitação do pacote fiscal no Congresso. A percepção de elevada incerteza entre os investidores com relação ao pacote intensificou a volatilidade cambial na semana passada, levando o Banco Central (BC) a realizar intervenções recordes no mercado. No cenário externo, o foco dos investidores está voltado principalmente para os dados de inflação divulgados nos Estados Unidos na última sexta-feira (20), que mostraram uma atenuação do nível de preços ao consumidor, em um dia de agenda econômica com poucos indicadores relevantes.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus (BC) – 08h30min.
• Estatísticas do setor externo de novembro (BC) – 08h30min.
• Confiança dos consumidores nos EUA de dezembro (Conference Board) – 12h00min.
• Balança Comercial semanal (Secex) – 15h00min.
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Aviso: devido às festas de fim de ano, as rotinas de publicação da Inteligência de Mercado da StoneX serão adaptadas nas próximas semanas.
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Piora das expectativas brasileiras O Boletim Focus desta semana mostrou uma piora nas projeções macroeconômicas brasileiras, com elevação das expectativas inflacionárias e patamares mais altos para a taxa de câmbio do real. Diante de um cenário mais pessimista, o relatório também aponta para um ciclo de aperto monetário mais severo, com a taxa básica de juros (Selic) estimada em 14,75% ao final de 2025. A deterioração das expectativas decorre, em grande medida, do maior pessimismo quanto à condução da política fiscal do governo, fator que tem afetado particularmente o câmbio ao elevar o prêmio de risco associado a ativos domésticos. Nesse contexto, a divulgação do Boletim Focus reforça a sobreposição dos temores fiscais aos possíveis efeitos de uma política monetária mais contracionista, mesmo após o Banco Central indicar, na reunião de 11 de dezembro, a possibilidade de elevações mais rápidas da taxa Selic, prevendo duas altas de um ponto percentual nas próximas decisões. Embora, em tese, a perspectiva de juros mais altos amplie o diferencial de taxas em favor do real e estimule a entrada de capital estrangeiro, o agravamento das incertezas fiscais age como um contrapeso, dificultando a valorização da moeda brasileira. Tal conjuntura levou o mercado a concentrar suas atenções, na semana passada, na votação do pacote fiscal pelo Congresso, o que também contribuiu para a recente volatilidade cambial. Nos próximos dias, os investidores continuarão acompanhando de perto a evolução desse cenário, com especial interesse nos efeitos concretos decorrentes da aprovação de grande parte das propostas do pacote.
Avanço do dólar No cenário externo, o dólar norte-americano e as taxas dos títulos do Tesouro avançam mesmo após a divulgação, na última sexta-feira (20), de dados abaixo do esperado para o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de novembro. Esse indicador, considerado o principal parâmetro do Federal Reserve para a condução da política monetária, registrou alta de 0,1% tanto em sua leitura cheia quanto em seu núcleo, que exclui os itens voláteis de alimentação e energia. Apesar de ter ficado abaixo das estimativas medianas do mercado, o dado revelou uma taxa de inflação anualizada de 2,4%, acima da meta de 2% almejada pelo Fed. Nesse sentido, embora o resultado corrobore a percepção de que há um processo de desaceleração inflacionária em curso, sugere que a estabilização da inflação em torno da meta deve seguir sendo observada pelos investidores. Diante desse contexto, intensificam-se as expectativas de que o Federal Reserve seja mais cauteloso em sua política de juros, atuando de maneira mais gradual e lenta. Essa postura, por sua vez, tende a favorecer a atratividade dos títulos denominados em dólar, contribuindo para o fortalecimento da moeda norte-americana.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




