Câmbio abre em baixa, à espera por dados econômicos dos EUA
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,15 (-0,2%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 108,98 pontos (-0,2%)
Na ausência de indicadores econômicos relevantes para o Brasil e em mais um dia de recesso em Brasília, a sessão no mercado de divisas deve ser orientada principalmente pelas movimentações no mercado internacional. O foco dos investidores deve cair sobre a divulgação do índice PMI do setor industrial dos Estados Unidos para dezembro, apresentado pelo ISM, e o pronunciamento de Thomas Barkin, presidente do Federal Reserve de Richmond, enquanto buscam pistas sobre o ritmo futuro da política monetária norte-americana. No âmbito doméstico, embora a agenda permaneça esvaziada, a preocupação com a trajetória fiscal deve manter o real sob pressão, reforçando a cautela dos investidores diante da falta de avanços nesse tópico.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice Gerente de Compras (PMI) Industrial nos EUA de dezembro (ISM) – 12h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Thomas Barkin – 13h00min.
Novos dados econômicos americanos Em um dia de agenda leve de indicadores econômicos, os investidores devem acompanhar a divulgação de dados sobre a economia americana, com destaque para o Índice Gerente de Compras (PMI) do setor industrial de dezembro, publicado pelo ISM. A mediana das estimativas aponta para uma leve desaceleração na atividade industrial, com o indicador recuando de 48,4 pontos em novembro para 48,2 em dezembro. Este dado assume relevância em um contexto de avaliação sobre a saúde econômica dos Estados Unidos, podendo reforçar a percepção de uma desaceleração gradual, o que sugeriria maior cautela por parte do Federal Reserve na condução de sua política monetária. Ontem, os primeiros dados econômicos americanos de 2025 surpreenderam os participantes do mercado ao registrarem um dinamismo maior que o esperado. O PMI industrial da S&P Global, cuja metodologia é semelhante a do ISM, atingiu 49,4 pontos, superando a mediana das estimativas, que era de 48,3. Já os pedidos semanais de auxílio-desemprego recuaram para 211 mil, abaixo da previsão de 222 mil e da média das últimas semanas. Esses resultados reforçam uma tendência observada desde setembro, em que os indicadores têm apontado, de maneira geral, para uma economia mais robusta, com maiores riscos inflacionários e um mercado de trabalho mais resiliente do que o inicialmente projetado. Além disso, a expectativa de mudanças na política econômica do governo de Donald Trump, que assumirá em 20 de janeiro, contribui para o aumento das percepções de riscos inflacionários. Nesse cenário, o Fed deve adotar uma postura mais conservadora na redução das taxas de juros, de modo a conter eventuais desequilíbrios. Essa perspectiva, por sua vez, tende a elevar os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e pode fortalecer o dólar globalmente.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS






