Câmbio inicia a quarta em alta, refletindo expectativa para trajetória dos juros americanos
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,14 (+0,6%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 109,2 pontos (+0,5%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados para o mercado de trabalho americano e a ata da última decisão de política monetária do Federal Reserve, buscando calibrar apostas para a trajetória dos juros nos EUA.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) de novembro (IBGE) – 09h00min.
• Pesquisa de empregos privados nos EUA de dezembro (ADP) – 10h15min.
• Palestra do membro do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Christopher Waller – 10h30min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 10h30min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Índice de Commodities Brasil (IC-Br) de dezembro (BC) – 14h30min.
• Ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) – 16h00min.
Dados americanos O mercado de divisas apresentava tendência de alta nas primeiras operações desta quarta-feira, quando era cotado a R$ 6,14 (10h20min), acompanhando os ganhos do dólar frente aos seus pares no cenário internacional. Nas últimas semanas, o maior fortalecimento global da moeda americana decorre da percepção de que o Federal Reserve (Fed) não deve ter espaço para novos cortes de juros nos Estados Unidos em função do contexto de maior aquecimento econômico. Nesse sentido, na sessão de hoje, os investidores aguardam a divulgação da pesquisa de empregos privados (ADP) de dezembro, que deverá apontar, mais uma vez, para a resiliência do mercado de trabalho no país. A estimativa mediana indica a criação de 139 mil vagas no mês, ante as 146 mil registradas em novembro. Por ser um dos primeiros indicadores referentes a dezembro, o ADP adquire especial relevância como termômetro da atividade econômica antes da divulgação de outros dados, em especial o “payroll”, na próxima sexta-feira. Ontem, as divulgações do JOLTs de novembro e do PMI de serviços de dezembro também sinalizaram um ritmo mais aquecido da economia, o que, em teoria, eleva os riscos inflacionários e corrobora para a avaliação de que não há necessidade imediata de novos cortes de juros pelo Fed.
Ata do FOMC Outro destaque do dia é a divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve, ocorrida em 18 de dezembro. Na ocasião, o Fed optou por reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, fixando-a na faixa entre 4,25% a 4,50% ao ano. Embora tenha promovido esse corte, o comunicado da instituição indicou uma possível pausa no ciclo de afrouxamento, deixando indefinidos os próximos passos do Comitê. A ata ganha relevância por expor as discussões que embasaram a decisão, sobretudo porque as Projeções Econômicas Sumarizadas, divulgadas junto com o comunicado, apontaram divergência entre os dirigentes. O documento sinalizou também que a votação foi mais apertada do que o habitual, com quatro integrantes defendendo a manutenção da taxa, uma divisão interna incomum no colegiado. Nesse contexto, o mercado deverá permanecer atento para entender os argumentos apresentados por aqueles que se opuseram à decisão, além de buscar pistas sobre os critérios que poderiam guiar futuras decisões de cortes. Outro ponto de interesse é a visão do comitê sobre os possíveis impactos econômicos do novo governo de Donald Trump, que assumirá a Casa Branca em 20 de janeiro. Durante a entrevista coletiva após a reunião, o presidente do Fed, Jerome Powell, reconheceu que os formuladores de política monetária começaram a avaliar preliminarmente os possíveis efeitos das políticas propostas pelo presidente eleito, como o aumento de tarifas, cortes de impostos e mudanças nas políticas migratórias.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





