Câmbio inicia a quarta em alta, refletindo volume de serviços no Brasil enquanto aguarda por CPI americano
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,07 (+0,4%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 109,1 pontos (-0,1%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados de serviço no Brasil e inflação nos EUA, com investidores buscando calibrar expectativas para a trajetória de juros em ambos os países.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Pesquisa Mensal de Serviços de novembro (IBGE) – 09h00min.
• Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de dezembro (BLS) – 10h30min.
• Índice de manufatura de janeiro do Federal Reserve de New York – 10h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 11h20min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari – 12h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Nova Iorque, John Williams – 13h00min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee – 14h00min.
• Resultado Primário do Governo Central de novembro (STN) – 14h30min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
• Livro Bege (Federal Reserve) – 16h00min.
CPI de dezembro O dólar negociado no mercado de divisas operava em alta nas primeiras operações do dia, sendo cotado ao redor de R$ 6,07 (10h25min). O principal direcionador para a sessão deve vir do exterior, com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de dezembro dos Estados Unidos. As estimativas medianas apontam para uma aceleração mensal de 0,3% no nível de preços, em linha com o observado nos últimos dois meses. Em contrapartida, projeta-se que o núcleo do índice, que exclui os componentes voláteis de alimentação e energia, desacelere de 0,3% para 0,2% no mesmo intervalo. Se confirmados, esses resultados podem reforçar a perspectiva de uma inflação mais persistente, acima da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve (Fed), com estimativas de que o índice geral acumule alta de cerca de 2,7% em 2024 e de 3,3% em seu núcleo. Diante desse contexto, os dados do CPI tendem a sustentar a postura cautelosa do Fed em sua condução de política monetária, sobretudo em meio a indicadores recentes que têm sinalizado maior aquecimento da economia dos EUA. Convém ressaltar, contudo, que a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI), no dia anterior, ficou abaixo das projeções do mercado, interrompendo a sequência de dados econômicos recentes mais fortes no país e alimentando a expectativa de uma possível desaceleração mais acentuada para os próximos indicadores de atividade econômica. Em razão disso, os investidores seguem acompanhando atentamente as divulgações futuras, com o objetivo de avaliar a resiliência da economia no país. Caso o nível de preços mantenha sinais de firmeza, pode haver fortalecimento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e, consequentemente, do dólar. Em sentido inverso, se os dados sinalizarem arrefecimento da inflação, pode ser observado novo recuo da moeda norte-americana, a exemplo do que se observou ontem após o PPI mais brando.
Serviços no Brasil No Brasil, o principal destaque é a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), que apontou queda de 0,9% no volume de serviços em novembro, na comparação com outubro. Em relação ao mesmo período de 2023, porém, o indicador avançou 2,9%. No acumulado de janeiro a novembro, o setor registrou expansão de 3,2% e, até a divulgação de hoje, encontrava-se em seu maior nível desde o início da série histórica, em 2011. Além disso, o dado de outubro passou por revisão, de uma alta de 1,1% para um avanço de 1,4%. Vale destacar que os demais indicadores de atividade econômica para novembro também mostram desaceleração, com as vendas no varejo recuando 0,4% e a produção industrial registrando queda de 0,6%. Especialmente caso a diminuição no nível de atividade no país permaneça nos próximos indicadores, pode haver uma mudança nas apostas para a trajetória de juros no país, o que tende a desvalorizar o real frente a outras moedas.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





