Câmbio abre a sexta em alta, refletindo dados chineses e expectativa por Trump
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 6,08 (+0,4%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 109,1 pontos (+0,2%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação, ocorrida na noite de ontem, do Produto Interno Bruto (PIB) da China no quarto trimestre de 2024, além de indicadores adicionais de atividade econômica que consolidam o panorama do desempenho econômico chinês ao longo do ano. Os investidores também aguardam a posse do presidente eleito, Donald Trump, na próxima segunda-feira.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de dezembro da área do euro (Eurostat) – 07h00min.
• Monitor do PIB de novembro (FGV) – 10h15min.
• Produção industrial nos EUA de dezembro (Federal Reserve) – 11h15min.
• Palestra do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 15h00min.
• Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 17h30min.
Dados chineses mais aquecidos Após abrir o pregão em baixa, o dólar negociado no mercado de divisas inverteu seu sentido para alta nas primeiras operações do dia, sendo cotado ao redor de R$ 6,08 (10h20min). O ambiente de negócios nesta manhã reflete a divulgação de novos dados de atividade econômica na China, que, em sua maioria, superaram as expectativas. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,4% no quarto trimestre de 2024 contra o mesmo período do ano passado, acima da estimativa mediana de 4,9%, permitindo que o país alcançasse a meta anual de 5% estabelecida pelo governo chinês. A produção industrial em dezembro, por sua vez, registrou avanço de 6,2% na comparação anual, superando a projeção de 5,3%, enquanto as vendas no varejo tiveram aumento anual de 3,7% no mesmo mês, acima da previsão de 3,5%. Apesar do desempenho superior às estimativas medianas, os dados indicam uma desaceleração no ritmo de crescimento econômico, com prolongamento do cenário em que exportações e produção industrial seguem robustas, mas com a demanda interna avançando de forma mais moderada. Esse desequilíbrio, por sua vez, levanta preocupações de que problemas estruturais possam se aprofundar em 2025, quando a China planeja um desempenho econômico semelhante. Desde setembro, o governo chinês intensificou os estímulos econômicos, incluindo cortes nas taxas de juros e concessão de subsídios às empresas, o que contribuiu para uma recuperação parcial no final do ano. Em tese, essa recuperação tende a favorecer as perspectivas para o desempenho futuro da economia chinesa e, consequentemente, impacta positivamente as moedas de países exportadores de commodities, como o real. Entretanto, investidores permanecem cautelosos quanto à extensão dos efeitos dos estímulos recentes e à possibilidade de impactos negativos decorrentes de potenciais disputas comerciais com os Estados Unidos, especialmente após a posse do presidente eleito Donald Trump, em 20 de janeiro.
Posse de Trump Adicionalmente, investidores devem operar em compasso de espera pela cerimônia de posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima segunda-feira. A principal expectativa em relação ao evento, bem como aos primeiros dias de seu mandato, é o fortalecimento da percepção de maior robustez global do dólar, a depender da implementação e extensão das políticas anunciadas durante sua campanha presidencial. Por exemplo, a elevação de tarifas de importação e a restrição à entrada de imigrantes podem resultar em pressões inflacionárias ao elevar os custos de produtos importados e ao restringir a oferta de mão de obra em um mercado de trabalho com elevado nível de participação e com baixa taxa de desemprego. Adicionalmente, a redução de impostos corporativos pode melhorar a lucratividade de empresas americanas e estimular o investimento e o crescimento do país, ao mesmo tempo em que deve ampliar o já elevado déficit fiscal. A possibilidade de pressões inflacionárias e a aceleração do endividamento público reduzem as apostas de investidores para cortes de juros pelo Federal Reserve, o que impulsiona os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e beneficia o desempenho do dólar. Da mesma maneira, a perspectiva de maior rentabilidade para as empresas favorece a atração de capitais externos para as bolsas de valores do país e também contribuem para o fortalecimento global da moeda americana.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS





