Câmbio abre a quinta em alta, refletindo incertezas externas e falas de autoridades econômicas
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,82 (+0,3%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 108,0 pontos (+0,4%)
Em dia de agenda esvaziada, o mercado de divisas deve permanecer atento ao ambiente externo, aguardando por dados sobre o mercado de trabalho americano de amanhã em meio a um ambiente de incertezas em relação à política comercial americana. No Brasil, os agentes de mercado devem acompanhar falas de autoridade econômicas e repercutir a entrevista da véspera do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Entrevista do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – 08h30min.
• Decisão de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE) – 09h00min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego (DOL) – 10h30min.
• Palestra do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo – 14h30min.
• Palestra do membro do conselho de governadores do Federal Reserve, Christopher Waller – 16h30min.
• Palestra da presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly – 17h30min.
À espera de dados americanos A taxa de câmbio do real operava em alta nas primeiras operações desta quinta-feira, sendo cotada ao redor R$ 5,81 (10h30min). No cenário internacional, a atenção dos investidores segue voltada para a divulgação de indicadores do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Ao longo da semana, dados mistos foram divulgados: na última terça-feira (04), a pesquisa de abertura de vagas e rotatividade (JOLTS), referente a dezembro, apresentou números mais moderados, enquanto, ontem (05), o relatório de emprego do setor privado (ADP) dejaneiro superou as expectativas do mercado. O destaque, porém, recai sobre o relatório oficial de situação de emprego de janeiro (“payroll”), cuja divulgação está prevista para amanhã (06). O “payroll” tende a impactar significativamente as expectativas dos investidores, sobretudo após as informações divergentes apontadas pelos relatórios JOLTS e ADP. Em paralelo, possíveis notícias sobre as tensões comerciais nos Estados Unidos permanecem no radar. Nesta semana, o dólar vem apresentando tendência de enfraquecimento global, após as ameaças feitas pelo presidente Donald Trump terem se mostrado, na prática, mais moderadas. Assim, os agentes de mercado devem adotar maior cautela ao longo do dia, aguardando o payroll de amanhã, ao mesmo tempo em que avaliam riscos relacionados à resiliência da economia norte-americana e aos possíveis impactos das tensões comerciais.
Falas de autoridades econômicas No Brasil, investidores devem acompanhar falas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, em busca de sinais sobre a trajetória da política monetária no país. Na véspera, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou após o fechamento do mercado que acredita que os impactos sobre a inflação após o ciclo de altas da taxa básica de juros (Selic) pelo BC aparecerão “muito mais rápido do que se pensa”. Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por unanimidade aumentar a taxa básica de juros (Selic) de 12,25% a.a. para 13,25% a.a., em linha com as expectativas de analistas, e sinalizou outro aumento de 1,00 p.p. para a decisão de março. Mesmo assim, na ata divulgada na terça-feira (04), o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que o seu cenário base mostra que a inflação ficará acima do teto da meta até junho. Nesse sentido, as falas das autoridades econômicas de hoje podem influenciar a expectativa dos agentes de mercado.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




