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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Câmbio começa a quinta em alta, refletindo indicadores no Brasil e nos EUA e atento às tarifas americanas

 
Leonel Oliveira Mattos
Vitor Andrioli

 

▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,78 (+0,3%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 107,8 pontos (-0,2%)

O mercado de divisas deve repercutir as divulgações de dados de inflação ao produtor nos EUA e de varejo no Brasil, com investidores buscando avaliar a resiliência da atividade econômica em ambos os países. O ambiente de negócios ainda pode ser impactado pela expectativa da implementação de tarifas recíprocas nos EUA e pelas conversas iniciais de cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia.

Agenda do dia (horário de Brasília):

•    Produção industrial da Área do Euro de dezembro (Eurostat) – 07h00min.
•    Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Brasil de dezembro (IBGE) - 09h00min.
•    Índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA de janeiro (BLS) – 10h30min.
•    Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA (DOL) – 10h30min.
 

PPI nos EUA A taxa de câmbio do real iniciou as negociações desta quinta-feira operando em alta, cotada em torno de R$ 5,78 (10h20min). No cenário externo, a principal divulgação do dia deve ser o índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, referente a janeiro. As projeções apontam para uma alta de 0,3% tanto no índice cheio quanto em seu núcleo, que exclui os componentes voláteis de alimentação e energia. Esse indicador tende a complementar a análise sobre a inflação no país, especialmente depois do resultado mais aquecido do índice de preços ao consumidor (CPI) divulgado ontem. Ambos os indicadores servem de referência para a construção de expectativas em torno do índice de preços das despesas de consumo pessoal (PCE), métrica utilizada pelo Federal Reserve em suas decisões de política monetária. Caso o PPI sugira resiliência inflacionária, em linha com o CPI, pode corroborar com a expectativa de que a política de juros nos EUA deve permanecer em patamares elevados por mais tempo, o que, por consequência, tende a impulsionar os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e dar suporte ao dólar globalmente.

Dados mais fracos de Varejo No Brasil, o foco recai sobre a divulgação da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de dezembro, que registrou queda de 0,1% nas vendas do setor, repetindo o resultado de novembro. Apesar desses dois meses de virtual estabilidade, no acumulado de 2024 o indicador apresentou alta de 4,7%, o maior crescimento desde 2012. Ainda assim, a desaceleração nos últimos meses pode ser analisada em conjunto com outras estatísticas recentes de atividade econômica no país, que têm mostrado comportamento semelhante. A divulgação reforça, portanto, o comunicado da última decisão de política monetária, que ressaltou “sinais incipientes” de arrefecimento da economia. Ontem, em palestra, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ressaltou a necessidade de parcimônia na avaliação dessa desaceleração, lembrando a volatilidade de estatísticas de curto prazo, que "por vezes sinalizam tendências que não se confirmam". Ainda assim, o resultado mais fraco contribui para a perspectiva de um ciclo de altas de juros mais moderado pelo Banco Central, o que, por sua vez, tende a enfraquecer o real.

Incerteza no ambiente externo Por fim, possíveis notícias sobre a imposição de tarifas recíprocas pelos Estados Unidos e novos desdobramentos na negociação de um cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia podem adicionar volatilidade ao pregão. Em relação às tarifas, o presidente norte-americano, Donald Trump, reiterou ontem (12) a intenção de impor medidas recíprocas a países que cobram impostos sobre importações dos EUA. Caso confirmadas, segundo apurações, as tarifas aplicadas ao Brasil passariam dos atuais 2,2% para 11,3%. Além disso, a implementação pode acirrar preocupações com uma guerra comercial global e aumentar os riscos inflacionários na economia americana. Já em relação ao conflito na Ucrânia, Trump anunciou ter contatado os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia para dar início a negociações de paz, o que elevou as esperanças de um desfecho para o confronto, tema que também era parte de suas promessas de campanha. Se, por um lado, a adoção de tarifas tende a fortalecer o dólar ao ampliar a percepção de risco, por outro, eventuais avanços nas negociações de paz aumentam o apetite por ativos mais arriscados, favorecendo moedas de mercados emergentes, como o real.
 

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e Refinitiv.
  • Moedas

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