Câmbio abre a sexta em queda, refletindo distância das tarifas de Trump e dados americanos
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,74 (-0,5%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 106,9 pontos (-0,1%)
O mercado de divisas deve repercutir a percepção de que o presidente dos EUA, Donald Trump, está mais flexível do que o esperado na imposição de tarifas comerciais, bem como a divulgação das vendas do varejo americano de janeiro.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) da área do euro do quarto trimestre de 2024 (Eurostat) – 07h00min.
• Entrevista do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – 08h00min.
• Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do quarto trimestre de 2024 (IBGE) – 09h00min.
• Palestra do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo – 10h00min.
• Vendas no varejo dos EUA de janeiro (Census Bureau) – 10h30min.
• Produção industrial dos EUA de janeiro – 11h15min.
• Posição semanal de agentes de mercado (CFTC) – 17h30min.
Alívio externo A taxa de câmbio do real operava em baixa nas primeiras operações dessa sexta-feira, quando era negociada ao redor de R$ 5,74 (10h20min). O movimento desta manhã prolonga a tendência verificada ao longo da semana de enfraquecimento do dólar frente a seus pares após sinais de maior moderação do presidente Donald Trump em seu plano de implementar tarifas de importação. Ontem, essa postura se reafirmou após o anúncio de que as “tarifas de reciprocidade” prometidas pelo presidente dos EUA não entrariam em vigor de imediato, com Donald Trump assinando um memorando, ao invés de uma ordem executiva, detalhando um plano para a imposição de taxas de importação pelo país na mesma medida que as praticadas pelos seus parceiros comerciais. O memorando solicita à Secretaria de Comércio um estudo detalhado do comércio internacional dos EUA com cada país, buscando identificar práticas “injustas” e determinando o nível apropriado de sobretaxas para cada caso, com prazo para 01 de abril. Como essas potenciais tarifas só poderão entrar em vigor após a conclusão desse estudo, prevalece uma leitura entre os operadores do mercado financeiro de que Trump está menos agressivo do que o antecipado na condução da sua política comercial, o que tende a enfraquecer o dólar globalmente.
Vendas no Varejo nos EUA Investidores também monitoram a divulgação dos dados de vendas no varejo dos Estados Unidos, cuja estimativa mediana sugere retração de 0,2% em janeiro frente ao mês anterior, após uma alta de 0,4% em dezembro. O resultado deve contribuir para a formação de perspectivas sobre a atividade econômica no país, o que, por extensão, tende a influenciar as projeções de política monetária. Nesta semana, os investidores observaram números de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) mais fortes que o esperado, reforçando a percepção de persistência inflacionária no país. Nesse contexto, os dados de varejo podem oferecer mais subsídios a essa análise, visto que funcionam como um importante sinalizador da demanda do consumidor, um dos principais impulsionadores de pressões inflacionárias nos últimos meses. Caso surpreendam positivamente, nesse sentido, as vendas no varejo devem reforçar a hipótese de uma postura mais rígida de política monetária por parte do Federal Reserve, o que tende a elevar o rendimento dos títulos do Tesouro americano e, por sua vez, fortalecer o dólar.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




