Câmbio começa a quinta em queda, em dia sem direcionadores claros
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,70 (-0,5%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 106,8 pontos (-0,3%
Em dia de poucos eventos, o mercado de divisas deve repercutir comentários da véspera do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de um acordo comercial entre EUA e China.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Entrevista do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – 08h00min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego (DOL) – 10h30min.
• Índice de manufatura do Federal Reserve de Filadélfia de Fevereiro – 10h30min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee – 11h35min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Saint Louis, Alberto Mussalem – 14h05min.
• Palestra do membro do vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve, Michael Barr – 14h30min.
• Palestra da membra do conselho de governadores do Federal Reserve, Adriana Kugler – 19h00min.
Possível acordo entre EUA e China A taxa de câmbio do real operava em tendência de baixa nas primeiras operações do dia, quando era cotada ao redor de R$ 5,70 (10h15min). Diante da ausência de direcionadores claros na agenda econômica, os investidores tendem a manter seu foco no ambiente externo, sobretudo nas recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acerca da possibilidade de um acordo comercial com a China. Ontem, Trump sinalizou à imprensa a viabilidade de um novo pacto com o gigante asiático, ao qual já impôs tarifas adicionais de 10%. Essa postura mais moderada reforça a percepção de que seu governo, nas últimas semanas, tem se mostrado mais flexível do que inicialmente previsto, contribuindo para uma avaliação de risco mais equilibrada pelos participantes do mercado e, consequentemente, pressionando o desempenho global do dólar.
Falas do Fed Paralelamente, ao longo do dia, a atenção dos agentes de mercado deve recair também sobre as declarações de dirigentes do Federal Reserve, após a divulgação da ata da última reunião de política monetária do órgão na véspera. Caso os representantes do Fed reforcem a postura da ata e indiquem cautela em relação a novos cortes de juros, pode haver nova elevação nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, o que tende a sustentar a cotação global do dólar.
Conflito na Ucrânia Outro fator de apreensão entre os investidores diz respeito à postura diplomática de Donald Trump em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia. Ontem, o presidente norte-americano acusou a Ucrânia de ter iniciado a guerra e classificou o presidente do país, Volodymyr Zelenskiy, como um “ditador sem eleições”, gerando incertezas acerca da prometida resolução do confronto por Trump. Nesse cenário, um eventual agravamento das tensões geopolíticas pode elevar a percepção de risco por parte dos investidores, contribuindo para uma possível valorização do dólar.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




