Câmbio inicia terça em alta, refletindo IPCA-15 e política fiscal
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,80 (+0,8%)
▼ Dollar Index (DXY): ~ 106,4 pontos (-0,2%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de fevereiro e falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em meio a preocupações com o cenário fiscal brasileiro.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Palestra da presidente do Federal Reserve de Dallas, Lorie Logan – 06h20min.
• Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de fevereiro (IBGE) – 09h00min.
• Palestra do ministro da Fazenda, Fernando Haddad – 09h00min.
• Índice de confiança do consumidor americano de fevereiro (Conference Board) – 12h00min.
• Índice de atividade manufatureira do Federal Reserve de Richmond de fevereiro – 12h00min.
• Índice de serviços do Federal Reserve de Dallas de fevereiro – 12h30min.
• Palestra do vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve, Michael Barr – 13h45min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin – 15h00min.
IPCA-15 acelera em fevereiro A taxa de câmbio do real apresentava tendência de elevação nas primeiras operações desta terça-feira, quando era cotada ao redor de R$ 5,80 (10h00min.) O destaque da manhã foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que acelerou significativamente ao passar de uma alta de 0,11% em janeiro para 1,23% em fevereiro, na maior alta para o índice desde abril de 2022 (1,73%), porém abaixo da estimativa mediana de 1,34%. Essa aceleração foi resultado do fim do “bônus de Itaipu”, o que levou a energia elétrica a aumentar em 16,33% ante o mês passado, reajustes no transporte público e mensalidades escolares, bem como aumentos nos combustíveis e alimentos. O núcleo do indicador, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, passou de 0,67% em janeiro para 0,65% em fevereiro, enquanto os preços de serviços passaram de 0,81% para 0,65% no mesmo período. Essa aceleração do IPCA-15 deve piorar as expectativas para a inflação ao longo de 2025 e reforçar a perspectiva de altas firmes para a taxa básica de juros (Selic), o que, por sua vez, melhora a perspectiva de rentabilidade dos títulos brasileiros e pode ajudar na atração de capitais externos, fortalecendo o real.
Receios fiscais no Brasil Adicionalmente, investidores monitoram a participação em evento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após a trajetória das contas públicas brasileiras voltar ao foco. Ontem, o mercado reagiu negativamente às reportagens de imprensa que afirmavam que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deve anunciar nos próximos dias a liberação do acesso ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quem foi demitido após ter optado por fazer o saque aniversário, algo vetado pelas regras atuais. Essas preocupações se ampliaram após Lula anunciar a gratuidade de alguns produtos pelo programa Farmácia Popular e o início do pagamento de R$ 1 mil aos alunos participantes do programa Pé-de-Meia aprovados no ensino médio, gerando temores de que o governo elevará seu nível de gastos para tentar acelerar a economia. A elevação da percepção de riscos fiscais tende a prejudicar o desempenho da moeda brasileira, enfraquecendo o real.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




