Câmbio começa a quinta estável, aguardando dados econômicos para Brasil e EUA
= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,81 (0,0%)
▲ Dollar Index (DXY): ~ 103,8 pontos (+0,2%)
O mercado de divisas deve repercutir a indicadores de inflação e mercado de trabalho nos EUA e a dados de serviços no Brasil, buscando calibrar expectativas para a trajetória dos juros nos dois países.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de fevereiro (IBGE) – 09h00min.
• Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de janeiro (IBGE) – 09h00min.
• Estatísticas monetária e de crédito de janeiro (BC) 09h30min.
• Índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA de fevereiro (BLS) – 09h30min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego dos EUA (DOL) – 09h30min.
PPI brando nos EUA A taxa de câmbio do real operava em alta nas primeiras operações dessa quinta-feira, quando era negociada ao redor de R$ 5,82 (10h15min). Na agenda econômica, a principal divulgação deve ser a do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos referente a fevereiro, que se manteve inalterado (0,0%), abaixo da estimativa mediana de elevação de 0,3% no mês. Por sua vez, o núcleo do PPI, que exclui componentes voláteis, como alimentação e energia, recuou 0,1%, divergindo igualmente da estimativa mediana de avanço de 0,3%. O desempenho mais moderado do PPI corrobora o movimento observado ontem no índice de preços ao consumidor (CPI), reforçando a perspectiva de que a inflação norte-americana desacelerou em fevereiro. Em conjunto, ambos os indicadores são frequentemente acompanhados pelos investidores por anteciparem componentes do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE), principal referência do Federal Reserve em suas decisões de política monetária. Assim, a sinalização de desaceleração gradual da inflação pode ser interpretada como um “pouso suave” para a economia dos Estados Unidos, o que reforça expectativas de cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve em 2025. Essa perspectiva, por sua vez, tende a enfraquecer o valor do dólar globalmente.
Auxílio-desemprego estável Ainda nos Estados Unidos, investidores devem ter observado os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego, que totalizaram 220 mil novos pedidos, resultado em linha com a mediana das projeções. Dados para o mercado de trabalho tem ganhado relevância destacada nas últimas semanas em virtude do aumento de preocupações recentes quanto a uma eventual desaceleração econômica em ritmo acima do esperado no país. Soma-se a isso a preocupação com a anunciada paralisação de novas contratações e demissões em massa em cargos públicos sob o governo de Donald Trump, que pode impactar adicionalmente os dados de emprego. No entanto, o resultado dentro do esperado tende a atenuar receios mais imediatos, sinalizando que o Federal Reserve ainda possui espaço para de cortes de juros em 2025, o que tende a enfraquecer o valor do dólar globalmente.
Serviços recua no Brasil No Brasil, por fim, a atenção dos investidores recai sobre o resultado da Pesquisa Mensal de Serviços, que indicou retração de 0,2% no volume de serviços em janeiro, em linha com a mediana das expectativas. O indicador sucede um período de estabilidade (0,0%) registrado em dezembro de 2024, reforçando receios de que a economia brasileira possa estar perdendo fôlego. Nesse contexto, a redução na atividade tende a amenizar as pressões inflacionárias ao enfraquecer a demanda, o que pode levar o Banco Central a adotar maior cautela em seu ciclo de altas da taxa básica de juros (Selic), mesmo diante de um quadro inflacionário ainda adverso, conforme sinalizado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) de ontem. A possível diminuição na perspectiva de novos aumentos de juros, por sua vez, contribui para o enfraquecimento do real no mercado global.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS




