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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar opera em queda nesta quinta,
cotado ao redor de R$5,27
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Câmbio reage a comunicações de política monetária do Fed e do BC

A taxa de câmbio abriu a manhã desta quinta-feira (23) em baixa. No momento da publicação deste texto (09h30min), ela era cotada ao redor de R$ 5,27, queda de 0,6% comparado ao fechamento de ontem. Já o dollar index era cotado ao redor de 93,2 pontos, retração de 0,3% ante à véspera. O mercado de divisas repercute às divulgações de ontem das decisões de política monetária por parte do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), do Federal Reserve (Fed), e do Comitê de Política Monetária, do Banco Central. As comunicações foram em linha com as expectativas de analistas de mercado, com o Fed anunciando que deve iniciar a redução em seu programa de compra de ativos em breve e o BC elevando a taxa básica de juros (Selic) em 1 ponto percentual. No cenário internacional, o clima é de alívio após a agência de notícias Bloomberg publicar, ontem, que reguladores financeiros da China solicitaram ao gigante imobiliário Evergrande que comunicasse ao mercado financeiro que não iria deixar de pagar suas obrigações financeiras mais próximas em dólar, sinal de que o governo poderia estar atuando na contenção da crise. Na agenda do dia, destaca-se a divulgação de dados semanais sobre auxílio-desemprego para os Estados Unidos.

Ontem, o Copom elevou a taxa Selic de 5,25% ao ano para 6,25% ao ano e indicou que deve realizar novo reajuste de mesma magnitude na próxima decisão de política monetária em outubro, avançando em “território contracionista” para combater a aceleração do nível de preços, que tem se mostrado mais persistente e disseminada que o antecipado. “O Copom considera que, no atual estágio do ciclo de elevação de juros, esse ritmo de ajuste é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e, simultaneamente, permitir que o Comitê obtenha mais informações sobre o estado da economia e o grau de persistência dos choques”, afirmou o Comitê, em nota. Tal reajuste veio em linha com as falas recentes do presidente do BC, Roberto Campos Neto, de que a autarquia não pretende alterar o plano de ação a cada novo dado de inflação, mas que o objetivo central de sua atuação é retornar o patamar de aumento de preços para o centro da meta da instituição.

Já o FOMC manteve inalterados suas taxas de juros de referência e seu programa de compras de ativos financeiros, em linha com as expectativas dos agentes financeiros. Contudo, o comitê do Fed alertou que a redução dos estímulos econômicos deve vir em breve, a começar pela diminuição no volume adquirido pelo programa de compras de ativos, hoje em US$ 120 bilhões mensais. Em coletiva de imprensa após a decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que o anúncio pode vir “já na próxima reunião [do FOMC]”, no início de novembro, e que ele visualiza o fim do programa em meados do ano que vem. O Comitê também divulgou seu gráfico de pontos, onde foi possível observar que nove dos dezoito integrantes indicaram uma elevação da taxa de juros em 2022 e 17, em 2023. O tom do comunicado, juntamente com esse posicionamento dos membros em relação aos juros, sinalizou aos analistas de mercado que a autoridade monetária americana deve mudar sua postura mais expansionista em um prazo mais curto que o anteriormente antecipado, em função, principalmente, da elevação dos níveis de preços.

Por fim, o Departamento de Trabalho (DOL) americano informou que, na semana encerrada em 18 de setembro, foram registradas 351 mil novas solicitações nos EUA, acima das projeções de analistas de mercado, cuja mediana das expectativas apontava para 309 mil novos pedidos. Por trás do aumento do número de benefícios podem estar efeitos do furacão Ida, que se encerrou em 04 de setembro, nos estados do sul dos Estados Unidos e o avanço da variante delta pelo país. Nas quatro semanas anteriores, respectivamente, haviam sido registrados 335 mil, 312 mil, 345 mil e 354 mil novos pedidos. Desde 6 de setembro se encerraram os benefícios emergenciais federais instituídos para auxiliar na recuperação econômica após a pandemia de Covid-19, e será importante observar como se comportam os empregos e os benefícios de seguro-desemprego após esta data.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

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