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Dólar deve refletir dados econômicos nos EUA, ata do Copom, inflação no Brasil e Oriente Médio

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar opera em elevação na abertura da sessão desta sexta-feira (24). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era cotado ao redor de R$ 5,33, ganho de 0,4% ante o fechamento de quinta. Já o dollar index era cotado ao redor de 93,3 pontos, variação de +0,2% na comparação com a véspera. O ambiente internacional é de aversão ao risco e busca por ativos mais seguros, como a divisa americana, após a agência de notícias Reuters publicar que a incorporadora imobiliária chinesa Evergrande não pagou os juros de dívidas denominadas em dólar que venceram ontem. Os títulos têm um prazo de carência de 30 dias antes de serem considerados em “default”, ou seja, não pagos. Na agenda do dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o índice de preços IPCA–15, o Banco Central (BC) divulga estatísticas do setor externo e Jerome Powell, Michelle Bowman e Richard Clarida, integrantes do Federal Reserve (Fed), participam de evento online.
Na manhã de hoje, o IBGE divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) avançou 1,14% de agosto para setembro, o maior avanço mensal desde fevereiro de 2016 e a maior marca para um mês de setembro desde 1994. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 10,05%. Houve alta em oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados – Educação apresentou queda marginal de -0,01%. O grupo com maior aumento foi Transportes (2,22%), influenciado pela alta de 3,00% na gasolina. Na sequência está o grupo de Alimentação e Bebidas, com uma aceleração de 1,27%. O terceiro maior impacto na inflação veio do grupo Habitação, com acréscimo de 1,55%, influenciado pela alta de 3,61% na energia elétrica. Os níveis de preços estão continuamente se acelerando e revelam múltiplos focos de pressão de custos, tema que tem forçado o Banco Central a agir de forma firme e contracionista, com significativa elevação na taxa básica de juros (Selic). Na última decisão do Comitê de Política Monetária, a Selic foi reajustada para 6,25% ao ano, contra um valor de 2,0% no início de 2021.
Na cena internacional, o mercado de divisas acompanha com preocupação a situação financeira da incorporadora imobiliária Evergrande, uma das empresas mais endividadas do mundo, com dívidas superiores a US$ 300 bilhões. Segundo a agência de notícias Reuters, a empresa não saldou os juros de obrigações financeiras denominadas em dólar que venciam ontem após perder o pagamento de outras obrigações que venceram na segunda passada (20). Os títulos têm um prazo de carência de 30 dias antes de serem considerados efetivamente não pagos. Cada vez mais próxima de um “default”, os analistas de mercado discutem quais seriam os efeitos de contágio caso a empreiteira efetivamente declarasse falência, visto que seus passivos estão organizados em uma complexa rede de financiamentos com bancos, detentores de títulos, fornecedores e proprietários de imóveis. O Banco Central chinês atuou pesadamente durante a semana, com a injeção de US$ 71 bilhões em liquidez no sistema financeiro para acalmar investidores, segundo a agência de notícias Bloomberg. Contudo, o silêncio das autoridades do país sobre o tema contribui para o clima de incerteza nos mercados financeiros, visto que não há garantias de que a autoridade monetária chinesa atuará para conter a falência da Evergrande.
Por fim, ontem, chama a atenção a afirmação do presidente Jair Bolsonaro, em transmissão por rede social, de que recebeu do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, um pedido para um acordo bilateral emergencial para importação de mantimentos que estariam em falta na Grã-Bretanha. A informação foi negada pela embaixada britânica no Brasil.

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O conteúdo a seguir foi disponibilizado ao vivo aos clientes membros do programa Focus, da consultoria StoneX, no âmbito da videoconferência mensal sobre câmbio, realizada em sexta-feira, 07 de agosto de 2026, às 10h30.


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