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Câmbio deve refletir impasse no Oriente Médio

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar declinava na manhã desta quarta-feira (13). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era cotado ao redor de R$ 5,52, recuo de 0,2% em relação ao fechamento de segunda. Já o dollar index era cotado ao redor de 94,3 pontos, recuo de 0,3% em comparação ao valor de terça. O mercado de divisas deve repercutir a política monetária americana ao longo do dia. Pela manhã, o Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) se acelerou em 0,4% no mês de setembro, um pouco acima das expectativas de analistas, cuja mediana apontava para um crescimento de 0,3% no período. Durante a tarde, o Federal Reserve divulgará a ata da decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) referente à reunião de fins de setembro. O documento permitirá conhecer mais detalhes sobre o horizonte temporal para uma contração monetária no país, visto que, no comunicado divulgado imediatamente após a reunião, indicava-se que isso ocorreria “em breve”. No Brasil, o destaque deve ser a apreciação do plenário da Câmara dos Deputados do projeto de lei que altera as alíquotas de ICMS sobre os combustíveis (PLP 10/2020), pautado pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL) para ocorrer pela manhã. A agenda do dia contém palestra do diretor de política econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, em evento às 09h00min, enquanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de evento nos Estados Unidos às 18h00min.
De acordo com o BLS, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) se acelerou em 0,4% no mês de setembro, acumulando uma alta de 5,4% em 12 meses. O indicador ficou levemente acima da mediana das estimativas dos analistas, que apontava para uma alta de 0,3% no mês. Excluindo-se os componentes voláteis de preços de alimentos e combustíveis, o núcleo do índice registrou alta menor, de 0,2% no período, com avanço anual no valor de 4,0%. Ambos os valores foram iguais às expectativas de mercado. A alta anual de 5,4% do CPI renova a máxima em 13 anos para o índice de preços. Boa parte do avanço do índice em agosto foi puxado pelos preços de combustíveis (+1,3% no comparativo mensal e +24,8% no anual), e, em especial, da gasolina (+1,2% e +41,7%) e do diesel (+3,9% e +42,6% no ano). É digno de nota, ainda, a queda nos preços de serviços de transporte (-0,5%) e de veículos usados (-0,7%) no último mês.
Após a divulgação dos dados de inflação ainda bastante elevados, o mercado de divisas aguarda a ata da decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) para saber maiores detalhes sobre o planejamento do Federal Reserve (Fed) para iniciar a redução de seus estímulos monetários para a economia americana, começando pelo seu programa de compras de ativos. O comunicado da decisão do FOMC, assim como a entrevista coletiva dada do presidente do Fed, Jerome Powell, sugere uma redução no ritmo de compra de ativos “em breve”. A ata pode providenciar um contexto maior sobre o debate entre os integrantes sobre a velocidade apropriada para o corte na aquisição de ativos. Alguns analistas acreditam que o Comitê possa iniciar esse processo já na sua próxima reunião, em novembro. Atualmente, o Banco Central americano compra mensalmente US$ 120 bilhões de títulos de agentes do mercado, sendo US$ 80 bilhões em títulos do Tesouro americano e US$ 40 bilhões em títulos lastreados em hipoteca. Embora tenha indicado apenas que tal redução começará “em breve”, muitos analistas acreditam que o Fed deve iniciar este corte já na sua próxima reunião para decisão de política monetária, em novembro, diminuindo em US$ 10 bilhões as aquisições de títulos do Tesouro, e em US$ 5 bilhões em títulos lastreados em hipoteca. Será interessante observar, também, se a ata menciona algum debate sobre a elevação dos juros pelo Banco Central estadunidense, tanto sobre quando iniciar estes aumentos como sobre o ritmo visualizado pelos integrantes do FOMC.

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Dólar deve refletir dados econômicos nos EUA, ata do Copom, inflação no Brasil e Oriente Médio


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