
Panorama Semanal de Câmbio
Dólar deve refletir dados econômicos nos EUA, ata do Copom, inflação no Brasil e Oriente Médio

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar abriu a manhã de terça-feira (19) em aceleração. No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era cotado ao redor de R$5,56, variação de +0,7% em relação ao encerramento de segunda. Já o dollar index era cotado ao redor de 93,6 pontos, queda de 0,4% ante à véspera. Após quatro intervenções em dias consecutivos no mercado futuro de câmbio, o Banco Central anunciou para hoje um leilão no mercado à vista de câmbio, operação que não é realizada desde março. O mercado de divisas deve repercutir a votação do parecer da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios em Comissão Especial na Câmara dos Deputados, um dia após o presidente da Casa, deputado Arthur Lira (PP-AL), afirmar em entrevista que não se pode pensar só em responsabilidade fiscal quando população está na pobreza.
O Banco Central se mantém ativo no mercado de divisas, buscando conter a desvalorização do real. Em quatro sessões consecutivas, a autoridade monetária realizou leilões de swaps cambiais tradicionais, oferecendo mais de US$ 4 bilhões em contratos com vencimentos entre 1º de fevereiro de 2022 e 1º de junho de 2022. O swap é um derivativo que permite troca de taxas ou rentabilidade de ativos financeiros. Hoje, o BC deve injetar US$ 500 milhões no mercado à vista de dólares. Contudo, até o momento, tal intervenção da autarquia não está obtendo êxito em inverter a tendência de depreciação da moeda nacional.
O mercado de divisas se mantém atento a Brasília hoje, refletindo a notícia de que o governo deseja elevar o benefício médio do programa Auxílio Brasil (que substituirá o Bolsa Família) de R$ 191 para R$ 400, com R$ 300 dentro do teto de gastos e R$ 100 fora do teto de gastos. Reportagens indicam certa irritação na área econômica com os rumos da discussão, forçado pela recusa do Senado em acelerar a votação da reforma do Imposto de Renda (IR), mas há forte desejo dentro do governo por realizar uma ação de impacto social significativo em ano eleitoral, ainda que às custas da responsabilidade fiscal.
Está programado para hoje, também, a votação do parecer do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 23/21, que reformula os pagamentos dos precatórios. Os precatórios são requisições de pagamento expedidas pela Justiça após derrotas definitivas sofridas pelo governo em processos judiciais. Segundo este parecer, haveria a imposição de um limite anual para as despesas com a quitação de dívidas judiciais reconhecidas pela União, obedecendo à mesma dinâmica do teto de gastos, ou seja, as dívidas governamentais não poderiam crescer mais que a inflação medida pelo IPCA nos 12 meses até junho do ano anterior. Os valores que excedessem esse limite teriam prioridade para pagamento nos exercícios seguintes, que estarão sujeitos à mesma dinâmica. Dentro deste desenho, dos aproximadamente R$ 89 bilhões que o governo possui em obrigações em 2022, apenas R$40 bilhões, aproximadamente, seriam efetivamente pagos, liberando quase R$ 50 bilhões para financiar outras prioridades do governo. Uma das prioridades da equipe econômica do ministro da Economia, Paulo Guedes, é encontrar alternativas no orçamento de 2022 para que viabilizar o aumento do benefício médio do programa Auxílio Brasil, que substituirá o Bolsa Família. Uma das principais apostas do presidente Jair Bolsonaro para melhorar os seus índices de aprovação antes da eleição de 2022, Guedes estimou, em fins de julho, que um aumento do benefício para R$300 implicaria em um custo adicional “entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões” para o orçamento público.

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O conteúdo a seguir foi disponibilizado ao vivo aos clientes membros do programa Focus, da consultoria StoneX, no âmbito da videoconferência mensal sobre câmbio, realizada em sexta-feira, 07 de agosto de 2026, às 10h30.


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