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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar abriu a manhã desta sexta-feira (19) em queda. No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era cotado ao redor de R$5,55, recuo de 0,4% em relação ao encerramento de quinta. Já o dollar index era cotado ao redor de 95,9 pontos, aumento de 0,4% ante à véspera. O mercado de divisas acompanha a discussão no Senado Federal de diversas alternativas ao texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios aprovada na Câmara dos Deputados. No cenário internacional, o dólar prossegue seu fortalecimento diante de outras divisas após a divulgação de resultados corporativos abaixo do esperado na Ásia, uma nova onda de casos de coronavírus na Europa e um discurso da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmando que não vê motivos para uma contração monetária tão cedo no continente. Na agenda do Dia, destacam-se os discursos do presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, às 12h00min, do vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Richard Clarida, às 14h15min, e novamente da Christine Lagarde, às 15h00min.
O mercado de moedas continua atento à pluralidade de propostas sendo discutidas no Senado Federal às vésperas da apreciação da apreciação da PEC dos Precatórios (PEC 23/21) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na próxima quarta (24). Dentre os projetos apresentados, há a aprovação em “fatias” da PEC, o pagamento das dívidas judiciais por fora do teto de gastos, a extinção das emendas do relator-geral, o que torna definitivo o aumento para R$ 400 do Auxílio Brasil, a vinculação de fonte de receitas fiscais ao Auxílio Brasil e a criação de auditoria ou comissão para avaliar a evolução dos precatórios. O líder do governo no Senado e relator da PEC dos Precatórios na Casa, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou nesta quinta-feira que o governo está aberto a modificar pontos da proposta e acolher sugestões de senadores de forma desde que agilizem sua aprovação. “O governo admite, sim, acolher uma série de sugestões que estão sendo trazidas. (...) Nosso esforço é para fazer um entendimento que possa permitir que essa matéria seja promulgada o quanto antes. Temos uma urgência social”, afirmou o relator em entrevista.
Caso ocorra alguma alteração no texto e este venha a ser aprovado no Senado, uma nova ratificação pela Câmara dos Deputados será necessária. Bezerra Coelho afirmou que conversou a respeito de uma estratégia com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), a saber, votar em separado as partes que não contenham modificação e as que contenham. Desta forma, uma parte do texto pode entrar em vigor de forma imediata e os deputados apreciariam apenas as modificações.
No exterior, o dólar comercial continua sua tendência de valorização e caminha para sua quarta semana de ganhos consecutivos. Nesta semana, diversos membros do Fed comentaram sobre a possibilidade de aumentos dos juros pela autoridade monetária americana mais cedo do eles mesmo antecipavam. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve anunciar em breve sua escolha para um novo mandato de liderança junto ao Federal Reserve, e a questão central para o novo presidente será a escolha da política monetária apropriada para a atual conjuntura inflacionária. Já o euro caminha para sua segunda semana de perdas após a presidente do BCE afirmar que visualiza as pressões inflacionárias sobre o bloco como temporárias e que não acredita ser correto uma elevação dos juros em 2022, visto que poderiam constranger a recuperação econômica. Nesta semana, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) atingiu 4,1% para o mês de outubro comparado ao mesmo mês do ano anterior, mais que o dobro da meta estabelecida pelo BCE. Já o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan se encontra em seu menor valor desde maio de 2020.

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