
Panorama Semanal de Câmbio
Dólar deve refletir dados econômicos nos EUA, ata do Copom, inflação no Brasil e Oriente Médio

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
A taxa de câmbio apresentava tendência de queda nas primeiras operações desta quinta-feira (25). No momento da publicação deste texto (09h30min), ela era cotada ao redor de R$5,58, variação de -0,3% em relação ao fechamento de ontem. Já o dollar index era cotado ao redor de 96,7 pontos, recuo de 0,2% comparado ao encerramento de quarta. Em pregão de menor movimento por conta do feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, o mercado nacional de moedas volta as atenções nesta quinta-feira para as dificuldades do governo em avanças sua agenda econômica pelo Senado Federal, bem como para dados de inflação e de setor externo, no Brasil, e para a política econômica na União Europeia. Às 09h00min, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de novembro, enquanto o Banco Central atualiza, às 09h30min, as Estatísticas do Setor Externo de outubro com os dados do Balanço de Pagamentos. No exterior, às 09h30min, o Banco Central Europeu (BCE) publica a ata da sua última reunião de política monetária, realizada em outubro. Na sequência, a presidenta da instituição, Christine Lagarde, concede entrevista coletiva.
Ontem, o líder do governo e relator da PEC dos Precatórios, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), leu na CCJ do Senado seu parecer contendo sete alterações em comparação ao texto-base aprovado na Câmara dos Deputados, sendo três alterações de redação e quatro emendas de mérito. Entretanto, após a leitura do parecer, vários senadores requisitaram maior tempo para a leitura da nova versão, ao que foram concedidas vistas coletivas ao texto, que só retorna para votação na CCJ na próxima terça (30). Agora, o governo deve se sentar novamente para negociações buscando assegurar o apoio ao projeto, tido como um dos mais importantes para o Palácio do Planalto neste ano. Ainda que a PEC tenha sido aprovada em 09 de novembro na Câmara dos Deputados, a equipe econômica do governo apresenta muitas dificuldades em viabilizar seus projetos no Senado Federal.
O governo travou intensas negociações e diálogos com o relator da Medida Provisória (MP) que cria o Programa Auxílio Brasil, deputado Marcelo Aro (PP-MG), quanto ao texto da medida. O relator era a favor de tornar o benefício permanente, com valor de R$ 400, com reajuste anual automático pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A oposição afirmou que só apoiaria a medida caso fosse suprimido o trecho da MP que permite a concessão de crédito consignado com desconto diretamente sobre o benefício. Aro acabou optando por manter a possibilidade do crédito consignado e o dispositivo que torna permanente o benefício, mas removeu a estipulação do valor do benefício e não o atrelou a nenhum reajuste por índice de inflação (chamado de indexação). Desta forma, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pautou o projeto para votação na manhã desta quinta-feira. O Executivo tem pressa para aprovar a medida provisória, pois ela perde a validade em 07 de dezembro caso não seja ratificada pela Câmara e pelo Senado até essa data.
Hoje, também, o IBGE divulgou que o IPCA-15 se acelerou em 1,17% na passagem de outubro para novembro, maior valor para o mês desde novembro de 2002 (2,08%). No acumulado em 12 meses, o IPCA-15 ficou em 10,73% em novembro, ante 10,34% no resultado de outubro. É o maior resultado acumulado em 12 meses desde fevereiro de 2016 (10,84%). Tais desempenhos para o indicador foram acima das medianas de especialistas, que apontavam, respectivamente, para 1,10% e 10,66%. A gasolina foi a principal influência para a alta do índice em novembro, com uma variação de +6,62% e responsável por 0,40 ponto percentual da taxa de 1,17%, mais de um terço do total.
Vale destacar, ainda, que o Brasil registrou déficit em suas transações correntes de US$ 4,464 bilhões em outubro, conforme divulgado pelo Banco Central (BC), e acumula em 12 meses saldo negativo de US$ 26,704. As transações correntes registram as entradas e saídas na balança comercial, de serviços, de rendas e em transações unilaterais. Segundo o último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), a autoridade monetária estima terminar 2021 com déficit em conta corrente de US$ 21 bilhões.

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O conteúdo a seguir foi disponibilizado ao vivo aos clientes membros do programa Focus, da consultoria StoneX, no âmbito da videoconferência mensal sobre câmbio, realizada em sexta-feira, 07 de agosto de 2026, às 10h30.


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