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Dólar se fortalece com piora do cenário no Oriente Médio e maior percepção de riscos

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
A taxa de câmbio oscilava perdas e ganhos nas primeiras negociações desta quinta-feira (30). No momento da publicação deste texto (09h30min), ela era cotada ao redor de R$5,695, praticamente em estabilidade comparada ao encerramento de ontem. Já o dollar index era cotado ao redor de 96,1 pontos, variação de +0,1% ante à véspera. O movimento do último pregão do ano deve ser fraco, acompanhado por maior volatilidade nos horários utilizados pelo Banco Central (BC) para a formação da taxa Ptax de fim de mês e de fim de ano. O volume baixo de negócios facilita a ocorrência de oscilações mais bruscas na taxa de câmbio. Os mercados internacionais demonstram ainda algum apetite por riscos, embora mais reduzido comparado aos outros dias desta semana. Ontem, foi registrado mais um recorde de casos diários confirmados de Covid-19, com 1,73 milhão de notificações. Pela primeira vez desde o início da pandemia, a média móvel em sete dias ultrapassou um milhão, ficando em uma média de 1,05 milhão de casos. Em função da extraordinária capacidade de contaminação da variante ômicron, tudo leva a crer que estes recordes serão quebrados de forma consecutivas nos próximos dias. É digno de nota, também, que a agência de notícias Bloomberg publicou que a incorporadora imobiliária Chinesa Evergrande não honrou o pagamento de títulos denominados em dólar no valor de US$ 255 milhões após os 30 dias de carência se encerrarem na terça-feira. Em dia de agenda esvaziada, às 09h30min, o BC comunica Nota de Política Fiscal, atualizando os dados fiscais para o setor público em novembro, e, às 10h30min, o Departamento de Trabalho (DOL) dos Estados Unidos atualiza a quantidade de solicitações semanais de auxílio-desemprego para o país.
Nesta manhã, o Banco Central divulgou que setor público consolidado (Governo Central, estados, municípios e empresas estatais, exceto Petrobras e Eletrobras) apresentou superávit primário de R$ 15,034 bilhões no mês de novembro, significativamente acima da mediana das projeções de analistas, que apontava para superávit de R$4,775 bilhões. Já o resultado nominal, que inclui receitas e despesas financeiras, ficou deficitária em R$ 26,608 bilhões em função, principalmente, de gastos com juros no valor de R$ 41,642 bilhões. No acumulado em 12 meses, o resultado primário se tornou superavitário pela primeira vez desde outubro de 2014, com saldo positivo de R$ 12,767 bilhões. Há um ano, o saldo primário era negativo em mais de R$ 700 bilhões no acumulado em doze meses. No orçamento nominal, entretanto, o setor público consolidado ainda apresenta déficit de R$ 405,223 bilhões no acumulado em doze meses. Com a forte aceleração de preços, a alta nos preços do petróleo (que impacta o recolhimento de royalties) e a recuperação da atividade econômica, a arrecadação tributária também está registrando consecutivos recordes mensais. Já as despesas se encontram em patamares reduzidos com o fim dos auxílios emergenciais para o combate à pandemia.
Também pela manhã, o Departamento de Trabalho (DOL) americano informou que, na semana encerrada em 25 de dezembro, foram registradas 198 mil novas solicitações de auxílio desemprego, abaixo da mediana das expectativas de analistas, que apontava para 205 mil novas solicitações, e inferior à média registrada em 2019, ligeiramente superior a 218 mil. Nas quatro semanas anteriores, respectivamente, haviam sido registrados 206 mil, 205 mil, 188 mil e 227 mil – uma média de 199,250. A manutenção dos benefícios semanais em patamares pré-pandêmicos sugere para uma recuperação vigorosa do mercado de trabalho americano, que observa elevado número de abertura de vagas, dificuldades de contratações em diversos setores, redução progressiva da taxa de desemprego e aumento nas remunerações médias.
Por fim, é digno de nota que os recordes de casos diários de Covid-19 estão sendo renovados em vários países pelo mundo, enquanto muitas nações tentam encontrar um difícil equilíbrio entre combater o frenético avanço da variante ômicron do coronavírus e a manutenção da atividade econômica e da abertura dos setores produtivos. Onte, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o “tsunami” criado pela circulação simultânea das variantes delta e ômicron da Covid podem levar os sistemas de saúde à beira do colapso. “Delta e ômicron são ameaças gêmeas que estão elevando os casos a números recordes, o que, mais uma vez, está levando a picos nas hospitalizações e mortes”, afirmou Ghebreyesus. O diretor-geral tornou a criticar a desigualdade da cobertura vacinal, que chamou de “populismo e interesse próprio” a prolongarem a duração da pandemia. A demanda por testes está rapidamente esgotando os estoques e as nações estão encontrando dificuldades em como conter a variante ômicron sem retornar às custosas medidas de confinamento e interrupção de atividade econômica do começo do ano passado. Ainda que alguns estudos sugiram uma taxa de hospitalização e de mortalidade reduzida para a nova cepa da doença, a maior transmissibilidade da doença ainda assim pode sobrecarregar os sistemas de saúdes dos países atingidos por esta nova onda de casos. Após dois anos do surgimento do novo tipo de “pneumonia viral” na China, o mundo continua a ser desafiado pelo Sars-Cov-2.

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