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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar abre a quarta em alta,
cotado logo abaixo de R$ 5,60
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Câmbio deve repercutir dado de inflação nos EUA,
que deve encerrar 2021 no maior patamar em décadas.

A taxa de câmbio operava em elevação nas primeiras negociações desta quarta-feira (12). No momento da publicação deste texto (09h30min), ela era cotada ao redor de R$ 5,595, variação de +0,3% ante à véspera. Já o dollar index era cotado ao redor de 95,6 pontos, praticamente estável em relação ao término de ontem. Ontem, após um depoimento mais ameno do que o esperado pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Comitê de Assuntos Bancários do Senado americano, os mercados financeiros apresentaram elevado apetite por riscos e sustentaram a valorização de diversas moedas emergentes. Hoje, com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) para o mês de dezembro nos Estados Unidos, a expectativa é que o indicador feche 2021 em seu maior valor desde 1982 e traga pessimismo e aversão aos riscos ao mercado de divisas. Os analistas também devem acompanhar novas informações a respeito da variante ômicron, que está provocando ruptura e absenteísmo súbito em alguns setores em função de sua elevada capacidade de contágio.

Esta manhã, a Eurostat divulgou que a produção industrial na zona do euro se acelerou em 2,3% no mês de novembro, acima das expectativas de analistas, cuja mediana apontava para crescimento de 0,6%. Na comparação com novembro de 2020, porém, a indústria do bloco da moeda única europeia inesperadamente caiu 1,5%, contrariando a previsão de alta de 1,4%, em função da revisão da alta do mês de outubro para elevação de 0,2%, ante expansão de 3,3% na leitura original. A produção na União Europeia tem sofrido com as sobrecargas nas cadeias de suprimentos e com a escassez e encarecimento de insumos relevantes para a atividade industrial.

Mais tarde, o Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS) publicou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou alta de 0,5% no mês de dezembro, em linha com as estimativas de analistas. Assim, a inflação aos consumidores americanos acumulou crescimento de 7,0% no ano de 2021, seu maior incremento desde 1982. O chamando “núcleo” da inflação, isto é, removendo-se as voláteis categorias de alimentação e energia do indicador, variou em +0,6% no mês de dezembro, encerrando o ano com variação de +5,5%, maior patamar desde 1991. Contribuíram para o aumento do mês de dezembro as categorias de automóveis novos (+1,0%) e usados (+3,5%), vestuário (+1,7%) e custos de habitação (+1,1%).

Ontem, o atual presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em audiência ao Comitê de Assuntos Bancários do Senado americano, suavizou o discurso ao tratar de como o Banco Central estadunidense deve enfrentar o desafio da inflação. Após a divulgação de uma ata de decisão de política monetária com tons marcadamente duros no combate à inflação pelo Federal Reserve (Fed), Powell assegurou aos congressistas que o Fed não permitiria que o aumento de preços atual “criasse raízes” na economia, e que, longe de diminuir a recuperação do mercado de trabalho, uma política de juros maiores e de redução do tamanho do balanço da instituição era necessária para manter a atual expansão econômica em curso. Porém, o representante da autoridade monetária alertou que, caso os preços continuem se elevando, talvez o Fed seja forçado a realizar reajustes de juros maiores do que as três altas de 0,25 ponto percentual visualizadas neste momento, o que poderia causar uma recessão. Powell afirmou, ainda, que não havia consenso entre o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) sobre como reduzir o tamanho do balanço de ativos do Banco Central estadunidense, e que podem ser necessárias algumas reuniões para se definir como proceder. Por fim, o presidente da instituição ainda afirmou que os choques de oferta devem se reduzir este ano, o que contribuirá para a redução das taxas de aceleração de preços para além das medidas do Fed.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

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