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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar abre a quinta em alta,
cotado ao redor de R$ 5,30
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Câmbio reflete decisão do BC de reduzir ritmo de altas da Selic

A taxa de câmbio apresentava tendência de elevação nas primeiras negociações desta quinta-feira (03). No momento da publicação deste texto (09h30min), ela era cotada ao redor de R$5,30, ganho de 0,5% ante à véspera. Já o dollar index era cotado ao redor de 96,1 pontos, variação de +0,2% em relação ao encerramento de ontem. O mercado de divisas deve repercutir a sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir o ritmo de aperto monetário este ano, após elevar a taxa básica de juros (Selic) de 9,25% a.a. para 10,75% a.a. em sua decisão de ontem. No exterior, a política monetária também deve ser o foco do dia. O Banco Central da Inglaterra elevou sua taxa de juros de 0,25% a.a. para 0,50% a.a., buscando enfrentar um Índice de Preços ao Consumidor (CPI) mais elevado em 30 anos. Às 10h00min, o Banco Central Europeu (BCE) informa sua decisão de política monetária e, embora não seja esperado nenhum reajuste nesta decisão, aguardam-se pelos comentários da sua presidenta, Christine Lagarde, às 10h30min, em entrevista coletiva após a inflação no bloco aumentar inesperadamente no mês de janeiro. E, nos Estados Unidos, a Comissão de Assuntos Bancários do Senado americano deve realizar a sabatina para confirmação das indicações do presidente Joe Biden às vagas em aberto do Federal Reserve, às 10h45min.

Ontem, o Copom reajustou a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual, de 9,25% a.a. para 10,75% a.a., sua oitava elevação consecutiva, em continuidade ao ciclo de aperto monetário para enfrentar a aceleração de preços persistente e disseminada pela qual passa a economia brasileira. Contudo, a autoridade monetária surpreendeu ao não sinalizar qual seria o próximo possível reajuste, indicando, apenas, que antevê uma redução no ritmo das altas de juros ocorrendo por um período mais longo. “Em relação aos seus próximos passos, o Comitê antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros. Essa sinalização reflete o estágio do ciclo de aperto, cujos efeitos cumulativos se manifestarão ao longo do horizonte relevante”, afirmou o comunicado.

A autarquia também revisou significativamente para cima sua projeção de inflação para este ano e passou a afirmar que o horizonte relevante para a política monetária é, "em maior grau", o ano de 2023, indicando que, na prática, não fará movimentos bruscos a fim de atingir a meta inflacionária neste ano. Segundo as últimas estimativas do boletim Focus, o índice IPCA deve estourar o teto da meta em 2022 (+5,38%) e ficar acima do centro da meta em 2023 (+3,50%). No comunicado, o Banco Central reafirmou que apesar do desempenho melhor nas contas públicas, a incerteza em relação ao arcabouço fiscal segue mantendo elevado o risco de desancoragem das expectativas de inflação. Por fim, como habitualmente faz, o comunicado enfatizou que as decisões poderão ser ajustadas diante de novos fatos ou alterações na conjuntura econômica entre a decisão de hoje a reunião de 15 e 16 de março.

No cenário internacional, a libra ganha força contra o dólar e contra o euro após o Banco da Inglaterra anunciar o aumento de suas taxas básicas de juros de 0,25% a.a. para 0,50% a.a., em seu primeiro reajuste consecutivo de juros desde 2004. O índice de preços ao consumidor do país atingiu, em dezembro, seu maior nível desde 1992, fechando o ano de 2021 com aceleração de 5,4%. Já o Banco Central Europeu manteve inalterada sua política monetária mesmo após a inflação da zona do euro aumentar inesperadamente em janeiro, atingindo um valor acumulado em 12 meses de 5,1%. A mediana das expectativas de analistas indicava um recuo para 4,4% no período. Com o Federal Reserve e o Banco da Inglaterra aumentando seus juros e a inflação se mantendo insistentemente elevada, o mercado aposta contra o BCE ao crer que as taxas de juros necessitarão ser elevadas neste ano.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

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