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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar abre a sexta em baixa,
cotado ao redor de R$ 5,09
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Câmbio entra em território de correção após turbulências de quinta-feira

O par real/dólar apresenta tendência de queda nas primeiras negociações desta sexta-feira (25). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era cotado ao redor de R$ 5,09, variação de -0,3% ante à véspera. Já o dollar index era cotado ao redor de 97,0 pontos, recuo de 0,2% em relação ao encerramento de quinta-feira. O mercado de divisas continua atento aos desdobramentos da invasão militar da Rússia à Ucrânia, com relatos de ataques em todo o território, em que pese sua concentração ao redor da capital, Kiev. A intensidade da guerra impressiona e há incerteza sobre qual será seu desfecho. Os mercados financeiros realizavam movimentos de correção em relação às bruscas turbulências de ontem, com índices acionários e moedas emergentes apresentando desempenho positivo e ativos de segurança em leve desvalorização. Nesta manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que o Índice Geral de Preços– Mercado (IGP-M) se acelerou em 1,83% em fevereiro, após uma alta de 1,82% em janeiro. Na agenda do dia, o Banco Central do Brasil publica a Nota de Política Fiscal de janeiro às 09h30min e o Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulga o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) às 10h30min.

Os agentes de mercados financeiros acompanham atentamente a evolução do conflito militar entre Rússia e Ucrânia, antecipando mais um dia de oscilações, incertezas e turbulências nos ativos mundiais. A capital ucraniana, Kiev, está submetida a intenso ataque aéreo desde ontem, e as autoridades do país afirmam que o presidente russo, Vladimir Putin, deseja depor o atual governo. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou em discurso televisivo que as nações ocidentais abandonaram a Ucrânia e que o país se encontra em inferioridade numérica à Rússia, mas que o exército ucraniano estava resistindo bravamente à investida.

À agressão militar russa, o ocidente respondeu com sanções econômicas e mais palavras firmes. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que americanos não vão se envolver no conflito a menos que a Rússia ataque algum país pertencente à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) – o que exclui a Ucrânia. Após consultar com as demais nações do G7, Biden anunciou sanções que miram fundamentalmente o setor financeiro russo, sua habilidade de fazer transações com o ocidente e congelando ativos de 27 indivíduos nessas nações. Contudo, chamou a atenção a ausência de sanções ao setor energético russo, do qual a Europa é altamente dependente, e a permanência dos bancos do país ao sistema de transações internacionais Swift, uma sanção que alguns analistas pensavam que fosse ser imposta.

No Brasil, a FGV divulgou que o IGP-M se acelerou em 1,83% em fevereiro, em linha com as expectativas de analistas e após uma alta de 1,82% em janeiro. Como de costume, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que detém peso de 60% no IGP-M, foi o principal responsável pela pelo desempenho do índice de mercado. O IPA subiu 2,36% em fevereiro, ante 2,30% em janeiro. “A inflação ao produtor fechou o mês de fevereiro sob influência dos preços de grandes commodities, como soja (de 4,05% para 8,91%), milho (de 5,64% para 7,92%) e combustíveis, com destaque especial para o óleo Diesel (de 2,30% para 5,53%). A contribuição desses três itens respondeu por 45% da taxa apurada pelo IPA”, afirmou, em nota, André Braz, coordenador da pesquisa. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, variou 0,33% em fevereiro, ante 0,42% em janeiro. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com peso de 10%, variou 0,48% em fevereiro, ante 0,64% em janeiro.

Por fim, também nesta manhã, o Banco Central publicou que o setor público consolidado brasileiro registrou um superávit primário de R$ 101,8 bilhões em janeiro, maior valor de toda a série histórica, iniciada em 2001. O montante engloba os resultados de governo central (governo federal, Banco Central e INSS), governos estaduais e municipais e empresas estatais, computando-se apenas as receitas e despesas não financeiras.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

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