O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente.  Faça seu download.  →

Logotipo da StoneX

Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar abre a quarta em queda,
cotado ao redor de R$ 5,03
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Câmbio deve refletir discussão sobre política de preços da Petrobras
e ambiente de cautela no exterior.

A taxa de câmbio apresenta tendência de baixa nas primeiras negociações desta quarta-feira (09). No momento da publicação deste texto (09h30min), ela era negociada ao redor de R$ 5,03, variação de -0,4% ante à véspera. Já o dollar index era cotado ao redor de 98,6 pontos, queda de 0,5% frente ao encerramento de terça-feira. A guerra, para além da catástrofe humanitária, continua reverberando em todos os mercados financeiros, obscurecendo as perspectivas dos agentes e exacerbando a volatilidade dos ativos, que oscilam de acordo com o progresso das manchetes. Enquanto as sanções de países aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se somam e o número de empresas que, em alguma medida, suspende suas operações ou comércio com a Rússia se acumulam, Moscou ameaçou retaliar com a suspensão de exportações de insumos para “nações hostis”. No Brasil, o foco do dia será sobre a política de preços da Petrobras e sua defasagem em relação aos preços internacionais do petróleo. Está programado para hoje a votação de dois projetos de leis no Senado que buscam conter o efeito da alta dos preços de combustíveis para os consumidores. Além disso, ganha força dentro do governo Bolsonaro a proposta de subsidiar os preços de combustíveis ao consumidor final, apesar da resistência do Ministério da Economia. O presidente Jair Bolsonaro se encontrará, às 11h00min, com os ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, da Economia, Paulo Guedes, da Casa Civil, Ciro Nogueira, e com presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para tratar do assunto. É digno de nota, também, que o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos (DOL) informa a pesquisa de abertura de vagas e turnovers de janeiro do país, às 12h00min.

Segundo a agência de notícias Reuters, o governo de Jair Bolsonaro está preparando um pacote de subsídios para suavizar os impactos da escalada dos preços internacionais do petróleo nos preços internos dos combustíveis ao consumidor final. Ontem, se reuniram para debater o tema o presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, os ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Ciro Nogueira, além do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Hoje, eles tornam-se a reunir, com a exceção de Silva e Luna. A Petrobras e sua política de paridade de preços é um alvo constante de reclamações por parte do presidente da República, em função da elevada contribuição dos combustíveis às taxas de inflação, que, por sua vez, prejudicam a popularidade de Bolsonaro. Segundo as fontes citadas pela Reuters, os subsídios estudados pelo governo teriam custo adicional de R$ 27 bilhões.

No Senado Federal, deve ir ao Plenário dois projetos de lei relatados pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN) que também buscam suavizar as altas dos preços dos combustíveis automotivos. O primeiro projeto (PL 1472/2021) propõe a criação de um Fundo de Estabilização dos preços dos combustíveis, que seria financiado por um novo imposto de exportação do petróleo, além de alterar a política de preços da Petrobras para seus custos nacionais, ao invés da paridade internacional. O segundo projeto (PLP 11/2020) altera o formato da tributação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – tributo estadual – sobre os combustíveis. Ele propõe a existência de uma alíquota monofásica (isto é, um único contribuinte tem responsabilidade de recolhimento sobre toda a cadeia) do ICMS para os combustíveis, além de tornar a sua cobrança um valor fixo, contra um percentual da receita bruta.

O presidente procurou pressionar a empresa estatal por múltiplas frentes: criticou diversas vezes sua gestão e seus lucros “excessivos”, se posiciona contra a política de paridade de preços internacionais da companhia, já trocou o presidente que lidera a empresa, apontou um conhecido aliado para a presidência do Conselho da empresa, explorou a possibilidade de alterar a constituição para conter as altas dos preços (acabou desistindo) e, agora, busca aprovar dois projetos de lei que modificam a política de preços da Petrobras e pretende criar um programa de subsídios.

No exterior, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou ontem a proibição de importação pelos Estados Unidos de petróleo e gás natural vindos da Rússia. Como maior importador mundial de commodities energéticas, a decisão deve afetar a disponibilidade mundial de hidrocarbonetos no curto prazo e prejudicar a capacidade exportadora de Moscou – o segundo maior exportador de petróleo global. Contudo, as nações aliadas de Washington não estão aptas a acompanhar esta sanção neste momento, visto que sua dependência do óleo russo ainda é substantiva. A Inglaterra anunciou que deve interromper suas importações de petróleo russo e seus derivados até o fim de 2022, enquanto a União Europeia publicou planos para reduzir sua dependência do óleo bruto russo em 66% em um ano e 100% antes de 2030. O Kremlin, por sua vez, respondeu com um anúncio de que deve limitar ou proibir o comércio de produtos e matérias-primas da Rússia para países hostis à estabilidade financeira do país. Mais de dois milhões de refugiados já abandonaram a Ucrânia, e as partes chegaram a um entendimento de permitir, por doze horas, o estabelecimento de um cessar-fogo provisório e de seis corredores humanitários para permitir que os civis possam escapar das cidades sitiadas pelos russos.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
image 30996
Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.

© 2026 StoneX Group, Inc.

Vista por satélite da Terra à noite mostrando cidades iluminadas na Ásia e no Oriente Médio

Descubra mais insights

Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Abrimos mercados

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.

Confiança

Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.

Transparência

Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.

Especialização

Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.