
Panorama Semanal de Câmbio
Dólar deve refletir dados econômicos nos EUA, ata do Copom, inflação no Brasil e Oriente Médio

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar apresentava tendência de queda nas primeiras negociações desta segunda-feira (21). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era negociado ao redor de R$ 5,015, recuo de 0,5% frente ao término de sexta-feira. Já o dollar index era cotado ao redor de 98,3 pontos, variação de +0,1% frente ao encerramento anterior. O mercado de divisas deve repercutir o ambiente externo de maior cautela e aversão aos riscos com o prolongamento da guerra russo-ucraniana, que adentra seu 26º dia. Os esforços diplomáticos entre as duas partes, prestes a completar uma semana, ainda não conseguiu nem um cessar-fogo e nem uma redução do ritmo das hostilidades russas no território ucraniano. Contribuem para o clima mais pessimista, também, o ataque de rebeldes iemenitas Houthis com drones e mísseis contra estruturas petrolíferas na Arábia Saudita. Embora os sauditas tenham afirmado que os danos foram leves, os preços internacionais do petróleo tornaram a se elevar ao patamar de US$ 110. No Brasil, as atenções se voltam ao Banco Central, que divulgará a ata da sua última reunião de política monetária na terça-feira, provendo maiores detalhes sobre a decisão de elevar a taxa básica de juros (Selic) em 1,0 ponto percentual, e o Relatório Trimestral de Inflação na quinta-feira. Na agenda do dia, destacam-se as palestras proferidas pelo presidente do Federal Reserve (Fed) de Atlanta, Raphael Bostic, às 09h00min, e pelo presidente do Fed, Jerome Powell, às 13h00min.
O dólar à vista abriu a manhã desta segunda-feira em queda, desafiando o ambiente internacional de cautela em meio a uma sequência de notícias negativas no panorama internacional. A invasão russa à Ucrânia entra em seu 26º dia prossegue em marcha lenta e cruel, com os russos sitiando as cidades ucranianas e simplesmente as obliterando em uma barragem de artilharia, mísseis e bombas. Ontem, o cônsul-geral da Grécia em Mariupol, Manolis Androulakis, retornou ao seu país de origem e se tornou o último diplomata estrangeiro a abandonar a cidade. Ele afirmou que “o que eu vi, espero ninguém nunca veja. (...) Mariupol se tornará parte da lista de cidades que foram completamente destruídas pela guerra”. Já as negociações diplomáticas entre as partes em guerra parecem estar em um impasse, sem produzir nenhum resultado significativo em quase uma semana de tratativas. Hoje, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que Putin não aceitará um cessar-fogo até que um acordo compreensivo seja acertado entre os países, e que “o grau de progresso” nas negociações está “aquém” do que o Kremlin gostaria. Dentro da comunidade diplomática, há desconfianças de que Moscou negocie de má-fé, sem a intenção de chegar a um acordo. Contudo, tanto o final da guerra como da diplomacia é incerto neste momento. É digno de nota, também, que os ministros das relações exteriores e da defesa da União Europeia se reúnem, hoje, em Bruxelas para discutir a imposição de sanções econômicas adicionais à Rússia, particularmente sobre o setor de petróleo e gás natural.
As preocupações inflacionárias também se mantêm em foco, com mais um pregão de elevação nos preços internacionais do petróleo. Neste domingo, rebeldes iemenitas Houthis lançaram múltiplos ataques a alvos na Arábia Saudita com uso de drones e mísseis, mirando a uma planta de gás natural liquefeito, uma planta de dessalinização de água, uma estação elétrica e uma instalação de petróleo. O salvo eclodiu um incêndio na instalação petrolífera, que os sauditas afirmaram ter contido com brevidade. Além disso, a continuidade da onda recorde de casos de Covid-19 na China, afetando cidades importantes como Hong Kong e Shanghai, traz preocupações sobre uma possível queda de demanda na segunda maior economia global, contribuindo para o pessimismo global.

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O conteúdo a seguir foi disponibilizado ao vivo aos clientes membros do programa Focus, da consultoria StoneX, no âmbito da videoconferência mensal sobre câmbio, realizada em sexta-feira, 07 de agosto de 2026, às 10h30.


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