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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar abre a segunda em queda,
cotado ao redor de R$ 4,705
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Câmbio reflete rali da moeda americana no exterior
e inflação ao produtor na China.

A taxa de câmbio apresentava leve tendência de baixa nas primeiras negociações desta segunda-feira (11). No momento da publicação deste texto (09h30min), ela era negociada ao redor de R$ 4,705, recuo de 0,1% em relação ao fechamento de sexta-feira. Já o dollar index era cotado ao redor de 99,9 pontos, caminhando para seu oitavo pregão consecutivo de alta, com variação de +0,1% ante à véspera e o maior valor para o DXY desde 15 de maio de 2020. O mercado de divisas acompanha o longo movimento de fortalecimento da moeda americana, em função das perspectivas de um aperto monetário intenso pelo Federal Reserve (Fed) neste ano em função das pressões inflacionárias em âmbito global. Hoje, a China divulgou que seu Índice de Preços ao Produtor (PPI) se acelerou em 1,5% no mês de março e acumula alta de 8,3% em doze meses, acima das estimativas de analistas e indicativo das pressões de custos sobre o maior produtor industrial do planeta. No Brasil, a semana se inicia com palestra do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, às 09h00min, a primeira após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que veio ao maior nível mensal desde dezembro de 2002. É digno de nota, também, que os mercados europeus operavam em queda em meio a tensões com as eleições francesas, que deve ir para o segundo turno entre o atual presidente Emmanuel Macron e a candidata de extrema direita Marine Le Pen. Na agenda do dia, além de Campos Neto, a membra do Conselho de Governadores do Fed, Michelle Bowman, e o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, discursam às 10h30min, e o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, palestra às 13h40min.

Nesta manhã, o Departamento Nacional de Estatísticas da China (NBSC) divulgou que os preços ao produtor e ao consumidor no mês de março se elevaram acima do esperado, repercutindo os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia e os problemas domésticos com surtos locais de Covid-19. Ambos os eventos agravaram os problemas de produção industrial chinesa, elevaram os gargalos sobre as cadeias de suprimentos e pressionaram os custos de diversas commodities agrícolas, metálicas e energéticas. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) acumulou alta de 8,3 em doze meses no mês de março, ante mediana de estimativas em 7,9%, ao passo que o Índice de preços ao Consumidor (CPI) acumulou alta de 1,5% em doze meses no mesmo mês, contra uma mediana de 1,2%.

Índices de preços acumulados em 12 meses na China
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Fonte: Departamento Nacional de Estatísticas da China. Elaboração: StoneX.

Enquanto isso, o país persiste na estratégia de debelar a existência do coronavírus de sua rotina, ainda que isso exija custosos isolamentos de cidades inteiras ao longo de semanas. A cidade de Shanghai, um importante polo industrial e financeiro de 26 milhões de habitantes e lar do maior porto do mundo em termos de volume de contêineres, já está em confinamento há 14 dias, porém o número de casos de Covid-19 continua atingindo recordes – sinal da enorme transmissibilidade da variante ômicron. Após muitos protestos de seus residentes, as autoridades municipais decidiram, nesta manhã, permitir que alguns bairros de “baixo risco” possam retomar as atividades.

Já no leste europeu, as tropas russas continuam redirecionando seu eixo de ataque ao redor do leste e sudeste ucraniano, ao passo que o exército do país invadido mantém o controle sobre Mariupol e parte do território de Donbas. Moscou permanece em uma guerra de atrito e destruição máxima e indiscriminada, enquanto Kiyv surpreende pela eficiência de seus contra-ataques aos invasores.

Por fim, é digno de nota que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, classificou o IPCA de março como uma “surpresa”. Em palestra nesta manhã, Campos Neto destacou a alta disseminada nos preços. “Estamos analisando essas surpresas. (...) Nossa inflação está muito alta, núcleos estão muito altos, temos comunicado com transparência”. Contudo, o presidente da autarquia reforçou que o Brasil já possui uma taxa de juros restritiva e muito acima do patamar de outros emergentes, que estariam próximos de sua taxa neutra ou apenas um pouco acima. “O Brasil claramente está com uma taxa mais restritiva do que outros, é importante frisar isso”, ressaltou.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.

  • Moedas

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