
Panorama Semanal de Câmbio
Dólar deve refletir dados econômicos nos EUA, ata do Copom, inflação no Brasil e Oriente Médio

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar apresentava leve tendência de baixa nas primeiras negociações desta terça-feira (12). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era negociado ao redor de R$ 4,685, variação de -0,1% ante à véspera. Já o dollar index mantém sua trajetória de valorização e caminha para seu nono pregão seguido de alta, cotado ao redor de 100,2, ganho de 0,2% em relação ao fechamento de segunda-feira e o maior valor para o DXY desde 15 de maio de 2020. O mercado de divisas abriu o dia com as atenções voltadas para a leitura do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de março dos Estados Unidos. As expectativas de analistas é de que o indicador apresente seu maior valor em mais de quarenta anos em função dos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia, o que, por sua vez, deve consolidar as expectativas de uma política monetária agressiva por parte do Federal Reserve (Fed) e contribuir para o fortalecimento do dólar frente a diversas moedas. No Brasil, a prestação de serviços em fevereiro surpreendeu negativamente ao contrair em 0,2%, contra uma mediana das expectativas de crescimento em 0,7%. Na agenda do dia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de evento às 11h00min, a membra do Conselho de Governadores do Fed, Lael Brainard, discursa às 13h10min, e o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, palestra às 18h30min.
Nesta manhã, o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos (BLS) divulgou que o CPI nos Estados Unidos se elevou em 1,2% no mês de março, ligeiramente acima das estimativas de analistas, cuja mediana apontava para um crescimento de 1,1%. No acumulado em 12 meses, o indicador acumula alta de 8,5%, contra uma expectativa de aumento de 8,4%. Trata-se da maior alta mensal para o indicador desde 2005 e o maior registro em 12 meses desde 1981. O chamado “núcleo” do índice, que exclui as categorias mais voláteis de energia e alimentação, aumentou 0,3% no mês e 6,5% em 12 meses. O resultado trouxe boas e más notícias para o Federal Reserve: por um lado, a leitura menor no núcleo da inflação sugere que a aceleração dos preços pode estar se tornando menos disseminada e mais isolada aos choques de custos causados pela guerra entre Rússia e Ucrânia; por outro lado, o custo de vida da população ainda está em elevação, com as categorias habituais pesando no orçamento doméstico: combustíveis e alimentação.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços recuou em 0,2% em fevereiro, surpreendendo analistas, cuja mediana das projeções apontava para avanço de 0,7% no período. O setor acumulou queda de 2,0% nos dois primeiros meses de 2022, o que evidencia a fraqueza da atividade econômica do país. Segundo Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços, “das últimas seis taxas, quatro foram negativas (em agosto, setembro, janeiro e fevereiro) e duas foram positivas (em novembro e dezembro). Ainda que haja um predomínio de taxas negativas, o saldo desses 6 meses ficou em 0,1%, ligeiramente positivo e muito próximo da estabilidade”. Duas das cinco atividades pesquisadas tiveram retração no mês de fevereiro: serviços de informação e comunicação (-1,2%) e outros serviços (-0,9%). Serviços prestados às famílias se manteve estável (+0,1%), enquanto serviços profissionais, administrativos e complementares (+1,4%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (+2,0%) apresentaram crescimento.

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O conteúdo a seguir foi disponibilizado ao vivo aos clientes membros do programa Focus, da consultoria StoneX, no âmbito da videoconferência mensal sobre câmbio, realizada em sexta-feira, 07 de agosto de 2026, às 10h30.


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