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Dólar se fortalece com piora do cenário no Oriente Médio e maior percepção de riscos

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar alternava entre perdas e ganhos nas primeiras negociações desta terça-feira (19). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era negociado ao redor de R$ 4,65, praticamente estável ante à véspera. Já o dollar index era cotado ao redor de 100,8 pontos, inalterado frente ao encerramento de ontem e seu maior valor desde 25 de março de 2020. O mercado de divisas repercute a continuidade do conflito russo-ucraniano e seus efeitos negativos aos mercados globais, após o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmar que Moscou lançou sua nova campanha focada na região de Donbas e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, convocou as grandes empresas do país a excluírem suas empresas de bolsas de valores no exterior. Enquanto isso, a moeda americana segue firme em sua trajetória de valorização, atingindo seu maior valor frente ao iene japonês em vinte anos, fruto das expectativas de um aperto monetário rígido pelo Federal Reserve (Fed) e de uma postura oposta pelo Banco Central japonês, isto é, de estímulos econômicos. Ontem, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, argumentou que os índices de preços nos Estados Unidos estão tão elevados que um reajuste de 0,75 ponto percentual na taxa de juros do país não deveria ser desconsiderado e que ele julga apropriado elevá-la até 3,5% ao ano até o fim de 2022 – um p.p. acima da estimativa mediana de mercado.
Nesta terça-feira, o ambiente de negócios permanece de menor apetite por riscos em função da continuidade dos conflitos entre Rússia e Ucrânia à medida que a guerra entre em seu 55º dia. Segundo Kiyv, Moscou lançou sua campanha reforçada na região de Donbas, buscando conquistar os territórios de Luhansk e Donetsk e, de certa forma, redimir sua ofensiva militar contra o país vizinho que, apesar de trazer muita destruição e sofrimento, não logrou os objetivos iniciais propostos por Putin, como a substituição do regime de governo de Zelenskyy e a conquista da capital do país. Os preços de commodities em geral continuam se elevando, o que beneficia moedas de países exportadores de produtos primários, como o Brasil.
É digno de nota, também, o forte rali do Dollar Index, que acumulou um ganho de 3,1% nos últimos 14 dias apoiado principalmente pela consolidação das apostas de que o Federal Reserve (Fed) irá liderar o movimento de aperto monetário dentre as economias avançadas. Ontem, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, argumentou que os índices de preços nos Estados Unidos estão tão elevados que um reajuste de 0,75 ponto percentual na taxa de juros do país não deveria ser desconsiderado e que ele julga apropriado elevá-la até 3,5% ao ano até o fim de 2022 – um p.p. acima da estimativa mediana de mercado. Em um evento virtual, Bullard declarou que “o que nós precisamos fazer agora é chegar rapidamente à [taxa] neutra e partir desse ponto”. A firmeza da decisão do Fed irá contrastar com a paciência do Banco Central Europeu, que se mostra relutante em remover sua política de estímulos monetários ao bloco de moeda unificada, e com a postura ultra-estimulante do Banco Central do Japão, cuja conjuntura é de baixa inflação.

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