
Panorama Semanal de Câmbio
Dólar deve refletir dados econômicos nos EUA, ata do Copom, inflação no Brasil e Oriente Médio

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
A taxa de câmbio operava em forte queda nas primeiras negociações desta terça-feira (17). No momento da publicação deste texto (09h30min), ela era negociada ao redor de R$ 4,99, recuo de 1,2% em relação ao término de segunda. Já o dollar index também apresentava forte baixa, sendo cotado ao redor de 103,3 pontos, variação de -0,8% ante à véspera. O mercado de divisas repercute o maior otimismo e apetite por riscos no ambiente de negócios internacional após a cidade de Xangai permanecer três dias consecutivos sem novos casos de coronavírus. Em quarentena desde o final de março, este foi um marco extraoficial buscado pelas autoridades antes de iniciar o relaxamento das medidas de confinamento em outras cidades. Além disso, notícias de que o Vice Primeiro-Ministro chinês, Liu He, se reuniria com executivos do setor de tecnologia para discutir medidas de estímulo e de desenvolvimento para o setor impulsionou o ânimo dos investidores durante a madrugada. No Brasil, contribui para o otimismo local a divulgação de que o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) ficou em 0,10% em maio, contra uma expectativa de crescimento de 0,30% no período. Na agenda do dia, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, discursa às 15h00min, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga o Monitor do PIB às 10h15min, o Departamento do Censo americano publica as vendas do varejo do país às 09h30min, o Fed atualiza a produção industrial estadunidense às 10h15min, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, palestra às 09h00min, o presidente do Fed de Philadelphia, Patrick Harker, concede discurso às 10h15min, a presidenta do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, profere palestra às 14h00min, a presidenta do Fed de Cleveland, Loretta Mester, discursa às 15h30min, e o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, palestra às 19h45min.
O dólar negociado no mercado interbancário apresentava forte queda na manhã desta terça-feira, impulsionado, principalmente, pela recuperação do apetite por risco pelos investidores internacionais. Nesta manhã, Xangai atingiu a tão aguardada meta de três dias consecutivos sem novos casos de Covid-19, um marco extraoficial utilizado pelas autoridades antes de decidir pelo relaxamento do confinamento em outras cidades que passaram por quarentena. Embora nenhuma alteração tenha sido anunciada para Xangai, um dos principais polos industriais e financeiros do país e sede do maior terminal portuário do mundo em volume de contêineres, as esperanças são de que, em breve, a cidade esteja livre de novas infecções e possa retornar às atividades normais. Enquanto isso, as restrições são gradativamente elevadas na capital, Pequim, com o número de casos aumentando pouco a pouco à revelia das medidas adotadas até aqui.
Enquanto isso, na Europa, há indícios de que o as condições financeiras no continente se tornarão mais restritas em breve, acompanhando a trajetória já em curso pelo Federal Reserve. Um dos integrantes do BCE, o líder do banco central holandês Klaas Knot, afirmou em entrevista que acredita que o colegiado do BCE deve elevar a taxa de juros da zona econômica comum em julho em 0,25 ponto percentual, ou até mesmo 0,50 p.p. caso a inflação “continue se difundindo mais ou se acumulando” até lá. O mercado futuro de juros aposta, atualmente, em 97% a possibilidade de um reajuste de juros neste ano, com a maior parte das apostas selecionando o início em julho. Os aumentos de juros estão se tornando imperativos para diversas economias, à medida que elas enfrentam acelerações de preços muito elevadas, disseminadas e persistentes.
Por fim, é digno de nota que a inflação para o primeiro decêndio de maio ficou em 0,10%, segundo o IGP-10, da FGV, uma sensível desaceleração em relação à leitura de 2,48% de abril. Com peso de 60% dentro do índice, o arrefecimento do IGP-10 é atribuído centralmente à queda de 0,08% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), conforme afirma, em nota, o coordenador da pesquisa, André Braz: “A queda verificada entre abril e maio nos preços de grandes commodities agrícolas (de 0,23% para -1,72%) e minerais (de 0,77% para -3,17%) contribuiu para a queda da inflação ao produtor. O recuo dos preços das commodities já influencia a taxa em 12 meses do grupo matérias-primas brutas (-2,77%)”.

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O conteúdo a seguir foi disponibilizado ao vivo aos clientes membros do programa Focus, da consultoria StoneX, no âmbito da videoconferência mensal sobre câmbio, realizada em sexta-feira, 07 de agosto de 2026, às 10h30.


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