
Panorama Semanal de Câmbio
Dólar deve refletir dados econômicos nos EUA, ata do Copom, inflação no Brasil e Oriente Médio

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar operava alternando perdas e ganhos nas primeiras operações desta quarta-feira (18). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era negociado ao redor de R$ 4,94, praticamente estável em relação ao fechamento de terça-feira. Já o dollar index apresentava discreta elevação, sendo cotado ao redor de 103,5 pontos, variação de +0,2% ante à véspera. O mercado de divisas deve repercutir as declarações de autoridades econômicas em eventos ao longo do pregão desta quarta. Em evento promovido pelo Banco do Brasil e pela Petrobras, estão programadas falas do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, às 09h00min (abertura) e às 11h00min (painel), do ministro da Economia, Paulo Guedes, às 10h00min, e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Gustavo Montezano, às 14h00min. O diretor de política monetária do BC, Bruno Serra Fernandes, participa de outro evento às 09h30min. Deve ser foco dos investidores, também, mais um capítulo dos atritos entre o Executivo e o Judiciário, após o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), apresentar notícia-crime contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. No exterior, a confiança nos mercados se mantém elevada após falas firmes do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, em defesa de uma postura enérgica do banco central americano para conter a aceleração de preços no país. Na agenda do dia, o julgamento da privatização da Eletrobrás será retomado pelo Tribunal de Contas da União às 14h30min e o presidente do Fed de Philadelphia, Patrick Harker, discursa às 17h00min.
O dólar negociado no mercado interbancário oscilava entre altas e quedas na manhã desta quarta-feira, buscando acomodação um dia após despencar mais de 2% e se mover para longe da barreira dos R$ 5,00. Há componentes otimistas e pessimistas no mercado de divisas, mas o clima no exterior é de maior apetite por ativos arriscados, o que beneficia a moeda brasileira. Os investidores amanheceram mais otimistas ainda embalados pelas declarações à imprensa de Jerome Powell, ontem, de que “ninguém deve duvidar” da determinação do banco central americano de conter a inflação do país e que o Federal Reserve “não hesitará em absoluto” a continuar aumentando as taxas de juros até que veja evidências “claras e convincentes” de que o nível de preços está se estabilizando e retornando à meta estabelecida de 2% pela instituição.
No Brasil, o ambiente é de maior pessimismo e cautela, após o presidente Bolsonaro ajuizar, ontem, notícia-crime no STF contra o ministro da corte Alexandre de Moraes, alegando abuso de autoridade por parte do ministro por ter incluído o presidente no chamado inquérito das fake news, em 04 de agosto de 2021. Em sua ação, Bolsonaro questiona tanto sua inclusão no inquérito quanto a própria constitucionalidade do inquérito, instalado de ofício pelo próprio STF – tema que, embora controverso, já foi ratificado pelo colegiado da corte em junho de 2020 por 10 votos a 1. Os constantes atritos entre os Poderes da República elevam a percepção de risco político associado ao Brasil e podem resultar em exigências de maiores prêmios de risco pelos investidores, o que diminuiria a entrada de recursos externos no país e poderia enfraquecer o real.
Por fim, é digno de destaque a publicação de índices inflacionários na Europa que continuam em aceleração e sem seu maior patamar em décadas. Na Inglaterra, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de abril atingiu 9,0% quando acumulado em 12 meses, seu maior valor desde 1982, ao passo que, na União Europeia, o mesmo indicador atingiu a leitura de 7,4% para o período, o maior registro na série histórica iniciada em 1997. Pressões de custos estão disseminadas por conta da alta de preços de commodities, gargalos nas cadeias de produção global em função da Covid-19 na China e efeitos diretos da guerra russo-ucraniana no território europeu.

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Dólar deve refletir dados econômicos nos EUA, ata do Copom, inflação no Brasil e Oriente Médio


O conteúdo a seguir foi disponibilizado ao vivo aos clientes membros do programa Focus, da consultoria StoneX, no âmbito da videoconferência mensal sobre câmbio, realizada em sexta-feira, 07 de agosto de 2026, às 10h30.


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