
Fechamento de Câmbio
Real se enfraquece com extensão da percepção de riscos eleitorais

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar apresentava tendência de baixa nas primeiras operações desta quarta-feira (01). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era negociado ao redor de R$ 4,73, recuo de 0,5% em relação ao término de terça-feira. Já o dollar index era cotado ao redor de 102,0 pontos, variação de +0,2% ante à véspera. O mercado de divisas abre o mês de junho atento a dados de atividade produtiva pelo mundo, em meio a preocupações de que a economia mundial sofra uma recessão econômica significativa nos próximos 18 meses em função do ambiente de aceleração de preços elevada, persistente e disseminada, que, por sua vez, exigirá um aperto rígido das condições financeiras pelos bancos centrais. Na China, o Índice Gerente de Compras (PMI) industrial medido pela S&P Global / Caixin reduziu seu nível de contração, de 46,0 pontos em abril para 48,1 em maio, reflexo do relaxamento parcial das quarentenas para combate à disseminação da Covid-19, enquanto o PMI industrial da zona do euro reduziu sua expansão de 55,5 pontos em abril para 54,6 em maio. Na agenda do dia, o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, palestra às 08h00min, a presidenta do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, discursa, às 08h00min, a S&P Global divulga o PMI da indústria para o Brasil, às 10h00min, o instituto ISM publica o PMI industrial para os EUA, às 11h00min, o Banco Central do Canadá divulga sua decisão de política monetária, às 11h00min, o economista-chefe do BCE, Philip Lane, palestra, às 12h30min, o presidente do Federal Reserve (Fed) de New York, John Williams, concede discurso, às 12h30min, e o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, profere palestra às 14h00min.
O dólar negociado no mercado interbancário operava em leve baixa na manhã desta quarta-feira, repercutindo um ambiente de cautela dos investidores internacionais. Ontem, a divulgação de dados de inflação acima do esperado para a União Europeia renovou preocupações sobre a conjuntura macroeconômica para os próximos meses. De um lado, há uma preocupação de que as autoridades monetárias se utilizem de uma política contracionista muito rígida e provoquem uma recessão econômica em âmbito global. De outro, há um receio de que a atuação dos bancos centrais possa ser lenta e ineficiente para domar a inflação, e as economias sofreriam com altos índices de preços para além de 2022.
Dados estes receios, os indicadores de atividade econômica de alta frequência tem sido mais acompanhados por analistas. Na China, o PMI industrial melhorou seu desempenho, mas se manteve em território de contração de atividade, passando de 46,0 pontos em abril para 48,1 em maio. Foi o terceiro mês consecutivo que o indicador registrou redução de atividade. O resultado veio em linha com as expectativas de analistas, sinalizando uma melhora na quantidade de cidades que passam por confinamentos totais ou parciais por conta da estratégia de tolerância zero contra a Covid-19 no país. A perspectiva para o país é positiva, na medida em que se espera a redução do número de casos de adoecimentos pelo novo coronavírus e, consequentemente, o relaxamento das medidas em vigor. Ainda assim, as empresas pesquisadas relataram que os prazos médios de entrega dos fornecedores continuaram a aumentar acentuadamente em maio, mostrando que os controles epidêmicos continuaram a frustrar a logística, embora os atrasos não tenham sido tão generalizados quanto em abril.
Por fim, é digno de nota que o PMI da indústria no Brasil se acelerou na passagem de abril para maio, evoluindo de 51,8 pontos para 54,2 pontos no período. Todos os subcomponentes da pesquisa mostraram evolução positiva, especialmente os de novos pedidos, produção e emprego. Com o ritmo de vendas em ascensão, os fabricantes aumentaram produção novamente em maio. O nível de produção foi o mais forte em dez meses.

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