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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar começa a quinta em queda,
cotado ao redor de R$ 4,87
 
Leonel Oliveira Mattos
Leonardo Rossetti
Vitor Andrioli
Câmbio reflete IPCA mais brando em maio e decisão de política monetária na Europa

O par real/dólar apresentava tendência de baixa nas primeiras operações desta quinta-feira (09). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era negociado ao redor de R$ 4,87 recuo de 0,4% em relação ao término de quarta-feira. Já o dollar index era cotado ao redor de 102,3 pontos, variação de -0,3% ante à véspera. O mercado de divisas deve repercutir as perspectivas para a política monetária doméstica e global nesta sessão. No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio registrou a menor alta desde abril de 2021, aumentando 0,47% no mês de maio, levemente abaixo das expectativas de analistas. Dessa forma, o indicador acumula alta de 11,73% em 12 meses. No exterior, face a uma aceleração inflacionária recordista, o Banco Central Europeu anunciou o fim antecipado do seu programa de estímulos à economia da União Europeia e sinalizou aumentos de juros para as decisões de julho e de setembro. É importante destacar, também, que o presidente da República, Jair Bolsonaro, viajou para a Cúpula das Américas, onde possui encontro bilateral com Joe Biden, e que está previsto para hoje a leitura e discussão do parecer do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) sobre o projeto do teto do ICMS para combustíveis e energia. Na agenda do dia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de evento virtual, às 09h00min, o Departamento do Trabalho (DOL) atualiza os números semanais de solicitações de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, às 09h30min, e o Departamento Nacional de Estatísticas da China (NBS) informa o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e ao Produtor (PPI) de maio, às 22h30min.

O dólar negociado no mercado interbancário oscilava entre altos e baixos na manhã desta quinta-feira repercutindo as perspectivas para a política monetária no Brasil e no mundo em meio a um ambiente de alta inflação e desaceleração do crescimento econômico. Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA de maio se acelerou em 0,47%, a menor alta mensal desde abril de 2021 e ligeiramente abaixo das expectativas de analistas, cuja mediana apontava para um crescimento de 0,60%. Dessa forma, o indicador acumula alta de 11,73% em 12 meses. Contribuiu para esse arrefecimento do IPCA a queda de energia elétrica (-7,95%), reflexo da mudança da bandeira tarifária, em abril, de escassez hídrica para verde, a desaceleração no segmento de alimentos e bebidas (+0,48%), em função da sazonalidade de alguns produtos de hortifruti, e a desaceleração do grupo de combustíveis (+1,00%). Sob forte pressão do governo federal, os preços de gasolina (+0,92%) e gás de botijão (-1,02%) não são reajustados desde março, enquanto etanol chegou a cair de preço (-0,43%). Apesar do diesel (+3,72%) ter sofrido reajuste em maio, seu peso é bastante pequeno no IPCA (menos de 5% comparado ao da gasolina).

No exterior, o Banco Central Europeu, após meses de resistência, encerrou sua política de estímulos à economia da União Europeia e sinalizou que deve aumentar sua taxa de juros na decisão de julho– a primeira desde 2011 – e novamente em setembro. Com uma alta de 8,1% no índice de preços ao consumidor acumulado em 12 meses, seu maio valor da série histórica com início em 1997, a autoridade monetária teme que o bloco possa vivenciar um processo de retroalimentação inflacionária por meio de preços e reajustes salariais. O BCE anunciou que deve elevar sua taxa referencial de juros em 0,25 ponto percentual em julho e um aumento de 0,25 p.p. ou 0,50 p.p. em setembro, dependendo da conjuntura econômica nesse mês.

Por fim, é digno de nota que o senador Fernando Bezerra apresentou, ontem, seu parecer do Projeto de Lei Complementar 18/22, que torna os combustíveis, energia elétrica, gás natural, comunicações e transporte coletivo bens e serviços essenciais e indispensáveis, impondo uma alíquota máxima de ICMS sobre o produto de 17%. O parecer será lido em Plenário nesta quinta. O relatório de Bezerra mantém o gatilho estabelecido pela Câmara, a ser acionado em caso de perdas de arrecadação superiores a 5% por meio de dedução nas parcelas do pagamento das dívidas refinanciadas no âmbito Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Acrescenta, no entanto, instrumento que tenta contemplar os 5 Estados da Federação que não se encontram endividados com a União. Para esses entes, a compensação se daria, a partir de 2023, por meio de recursos da Exploração de Recursos Minerais que cabem à União.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.
  • Moedas

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