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Abertura de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar cede nos primeiros negócios,
operando próximo de R$ 5,42
 
Leonel Oliveira Mattos
Leonardo Rossetti
Vitor Andrioli
Mercado aguarda divulgação dos dados da inflação nos EUA e definição da votação da PEC dos Auxílios

O dólar operava em leve queda nos primeiros negócios desta quarta-feira (12), sendo negociado a R$ 5,425, em baixa diária de 0,3%. O movimento contido, distinto das fortes oscilações dos últimos dias, era compatível com o modo de espera adotado pelos investidores, antes da publicação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) para os Estados Unidos, previsto para ser divulgado às 09h30 (horário de Brasília).   

No exterior, as atenções seguem voltadas à divulgação dos dados da inflação ao consumidor dos EUA no mês de junho. Uma aceleração do nível de preços, em linha com as expectativas dos analistas – que projetam uma alta de 1,1% do CPI no último mês –, reforçaria a disposição dos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) a votarem a favor da manutenção do ritmo intenso de elevações da taxa básica de juros da economia americana. Em compasso de espera, o dollar index também operava em leve baixa de 0,2% no início desta manhã, em torno dos 107,7 pontos. 

 

Novamente superando as expectativas, os dados do CPI de junho apresentaram avanço acentuado, revelando que a dinâmica da inflação continua bastante aquecida. De acordo com o Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS), o índice registrou alta de 1,3% no mês passado, consideravelmente acima da mediana das estimativas dos economistas e em aceleração de 0,3 p.p. em relação ao observado em maio. No comparativo anual, o CPI apresenta variação de +9,1%, máxima de desde o final de 1981.

Combustíveis, habitação e alimentos tiveram as principais contribuições para a alta do CPI em junho. A categoria Energia registrou alta mensal de 7,5%, respondendo por praticamente metade da variação contabilizada no índice de preços cheio. Entre seus subíndices, a gasolina teve a alta mais importante, de 11,2%, seguida das tarifas da energia elétrica, 3,5%, e do gás encanado, 1,7%. O item Alimentação apresentou alta de 1,0% no mês, em linha com a variação dos custos da alimentação em casa. Os preços de manteiga, açúcar e doces, cereais, farinhas e produtos de panificação tiveram as principais contribuições para a categoria.

Excluindo-se os custos com alimentos e energia, o núcleo do CPI avançou 0,7% em junho, acima da variação de 0,6% verificada em maio e da mediana das estimativas dos analistas, que esperavam uma alta de 0,5%. A categoria Habitação exibiu alta de 0,6%, a mesma verificada em maio, impulsionada pelo avanço de 0,8% dos aluguéis, maior variação mensal desde abril de 1986.

A surpresa com a atualização mais recente do CPI corrobora as expectativas de que o Federal Reserve deva manter uma postura bastante contracionista, cristalizando as apostas por uma elevação de pelo menos 75 pontos base da taxa básica de juros americana e o entendimento de que a autoridade monetária esteja atrasada em seus esforços para estabilizar o nível de preços. Nesta manhã, os contratos de juros futuros mostravam uma probabilidade implícita de 60,8% de uma elevação de juros de 75 pontos base e de 39,2% de um ajuste mais intenso, de 100 pontos base. Antes da divulgação dos dados da inflação ao consumidor essas probabilidades eram, respectivamente, de 92,4% e 7,6%, destacando seu impacto sobre as expectativas para o ritmo das próximas decisões do Fed.

O IBGE divulgou nesta manhã a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) referente a maio, que mostrou que o volume de vendas no varejo teve alta de 0,1% em relação a abril. Apesar de ter sido o quinto mês consecutivo registrando avanço, este foi o menor desde o início do ano, ficando significativamente abaixo das expectativas do mercado, que projetava crescimento de 1,0%. Com o resultado, o acumulado do ano atingiu alta de 1,8%, no entanto, nos últimos 12 meses o setor apresenta uma contração de 0,4%, impactado pela sequência de 6 resultados negativos consecutivos entre agosto do ano passado e janeiro deste ano. O comércio varejista ampliado, que considera veículos, motos, partes e peças e material de construção, verificou um avanço de 0,2% no mês.

Das oito atividades pesquisas, seis apresentaram resultado positivo, com a maior influência vindo de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,6%) e Tecidos, vestuário e calçados (3,5%), enquanto Móveis e eletrodomésticos (-3,0%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) pesaram negativamente para o agregado do setor. Nos últimos 12 meses as categorias de Móveis e eletrodomésticos (-14,3%), Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-4,1) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,6%) ainda apresentam retração no volume comercializado.

No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem em primeiro turno a PEC dos Auxílios, que concede uma série de benefícios sociais à população por um custo fiscal de R$ 41,25 bilhões, contabilizando 393 votos a favor e 14 contra. A aprovação foi bem-sucedida com alguma folga, visto que eram necessários pelo menos 308 votos positivos à implementação da Proposta. Todavia, devido a problemas técnicos no sistema da Câmara, que inviabilizaram tanto a votação de emendas da oposição quanto da PEC em segundo turno, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), suspendeu a sessão, que deve ser retomada e finalizada nesta quarta-feira.

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS
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Fontes: Banco Central do Brasil; B3; IBGE; Fipe; FGV; MDIC; IPEA e CommodityNetwork Trader’s Pro.
  • Moedas

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