
Panorama Semanal de Câmbio
Dólar deve refletir dados econômicos nos EUA, ata do Copom, inflação no Brasil e Oriente Médio

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By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil
O par real/dólar oscilava entre altos em baixos nas primeiras operações desta quinta-feira (06). No momento da publicação deste texto (09h30min), ele era negociado ao redor de R$5,18, praticamente estável ante à véspera. Já o dollar index era cotado ao redor de 111,5 pontos, alta de 0,4% em relação ao fechamento de quarta-feira. O mercado de divisas repercute um humor de maior cautela e busca por ativos de segurança em função de receios com o impacto do cenário macroeconômico sobre o ambiente de negócios. Ontem, a OPEP+, conjunto de 23 países exportadores de petróleo, decidiu reduzir as quotas produtivas para o mês de novembro, aumentando os temores tanto de pressões resultantes sobre índices inflacionários como de repressão sobre a capacidade de demanda, reduzindo o crescimento econômico. Adicionalmente, contribui para a aversão aos ativos arriscados os comentários de autoridades regionais do Federal Reserve (Fed), que insistiram que o banco central americano somente irá reduzir suas taxas de juros diante de uma moderação da inflação, independentemente da vitalidade da atividade produtiva. Na agenda do dia, o Banco Central publicou o relatório anual de economia bancária, às 08h00min, e divulgará o relatório de poupança de setembro, às 15h00min, o Banco Central Europeu publicou sua ata da última decisão de política monetária, às 08h30min, o Departamento do Trabalho dos EUA atualizou os pedidos semanais de auxílio-desemprego, às 09h30min, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, discursa às 14h00min, e o membro do Conselho de Governadores do Fed, Christopher Waller, palestra às 18h00min.
Corte de produção no petróleo O dólar alternava perdas e ganhos na manhã desta quinta-feira, acompanhando um ambiente internacional mais avesso ao risco. Dentre os fatores que contribuem para a busca por ativos de segurança, está o “corte das cotas produtivas da OPEP+ para novembro em 2 mbpd [milhões de barris por dia], superando as expectativas do mercado, que aguardava uma retração mais amena, de 1 mbpd. Tal situação acabou gerando um aumento dos receios em relação à um balanço de O&D [Oferta e Demanda] mais apertado no último trimestre do ano, permitindo que os preços do óleo bruto acumulassem um crescimento semanal de 4,6%”. Os preços maiores da commodity, por sua vez, pressionam os custos de diversas cadeias produtivas, elevando a inflação, e aumentam a parcela dos gastos dos consumidores em bens essenciais como transportes (combustíveis e transporte público) e eletricidade (termoelétricas), reduzindo a demanda de outros produtos e limitando o crescimento econômico.
Veja uma análise detalhada deste anúncio da OPEP+ e uma estimativa de impacto por país no Diário de Petróleo desta quinta (06): https://stonex.digital/edd5a280-c6cb-4755-90af-1d1dd04a0d66
Aperto monetário rígido Adicionalmente, falas públicas de autoridades do Federal Reserve feitas ontem reforçaram a interpretação de que o banco central americano deve manter seu rígido aperto monetário até observar uma redução consistente tanto dos índices gerais de inflação quanto de seus núcleos, independentemente da ocorrência de uma desaceleração econômica no país ou de uma crise de liquidez nos mercados financeiros. “Quero assegurar a vocês que meus colegas e eu estamos decididos a trazer a inflação de volta para 2%. (...) Estamos comprometidos em adotar as medidas adicionais necessárias”, afirmo o membro do Conselho de Governadores do Fed, Philip Jefferson. Já a presidenta do Fed de San Francisco, Mary Daly, declarou que “o caminho é claro: vamos aumentar as taxas para território restritivo, depois mantê-las lá por um tempo. (...) Estamos comprometidos em reduzir a inflação, mantendo o curso até que estejamos bem e realmente tenhamos terminados”.

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O conteúdo a seguir foi disponibilizado ao vivo aos clientes membros do programa Focus, da consultoria StoneX, no âmbito da videoconferência mensal sobre câmbio, realizada em sexta-feira, 07 de agosto de 2026, às 10h30.


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